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Música.

Num destes dias passei pela praça de Espanha, um pouco antes das 20h, vislumbrando por estes os reflexos e encandeamentos a fachada e letras da COMUNA e logo por baixo uma fila enorme de pessoas.

Por um qualquer fenómeno físico-químico que ocorreu no cérebro, pensei tratar-se de uma estreia pois alguns espectáculos iniciam por volta dessa hora. Meio segundo depois voltei à realidade e entendi que era o terminal de autocarros, e todas aquelas pessoas esperavam por um transporte que as deixasse em casa, depois de um longo dia de trabalho iniciado provavelmente às 6.00h ou 7.00h.

Pensei como era bom se em vez de terem de ir para casa pudessem ir ao teatro ou assistir a um concerto. Esse era o país que gostava fosse o meu, onde as filas para o teatro, a música e o cinema fossem muitas e os públicos variados, e onde os artistas de teatro, música, cinema e demais fossem apoiados com dignidade que merecem e que tanta falta faz para uma sociedade mais crítica, informada e democrática.04_11

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Ricardo Jorge

Lisboa, 1978. Licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Lisboa, estudou também Design e Ensino das Artes. Paralelamente a estas áreas desenvolve trabalho em Ilustração e Desenho com exposições regulares em Portugal.

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