Amedeo Modigliani

No meu panteão dos grandes, jaz o Amedeo Modigliani!

Descobri o Modigliani nas aulas de História de arte, uma disciplina que muito gostei de ter e em que aprendi imenso. Com a história de arte apaixonei-me pela arte moderna, a pintura do final do século XIX e princípio do século XX em particular pelos: Impressionistas, Expressionistas, Cubistas ou Fauvistas que me enchem os olhos de cor e o coração de aceleração.

Não me recordo como se deu a descoberta, em concreto, mas recordo o impacto que teve em mim ver as expressões das “personagens” pintadas pelo Modigliani nos seus quadros, tão bonitas, tão profundas e tão pessoais. Num estilo só seu, em cada pincelada, em cada conjugação de cor e numa cor de olhos intensa e marcante que nos penetra a alma bem fundo!

É essa umas das características dos quadros do Modigliani, os rostos em que o olhar reflete uma cor de preenchimento única, não sabemos no que pensam, mas sentimos a intensidade daqueles olhos vidrados numa só cor, fixados em nós. Todo o estilo da pintura, reflete o artista que as executou, um homem sensível dotado de um imenso talento que se revelou em tenra idade.

Em 2005, esteve no cinema um filme biográfico sobre o pintor, com o ator Andy Garcia como Amadeo Modigliani, num filme que foi para ele um projeto de vida, onde representou o papel principal e se envolveu emocionalmente. O filme retrata um período específico da vida do artista, em que Modigliani entra em rivalidade direta com Pablo Picasso e em todo o enredo revela um homem obsessivo, doente e extremamente pobre.

Uma história de vida triste, excessivamente triste para um homem com o talento de Modigliani, um percurso marcado por uma saúde frágil, muitas dificuldades económicas, abuso de álcool e um amor – intenso e verdadeiro com Jeanne Hébuterne – mas igualmente difícil e trágico.

Os seus pares reconheceram-lhe o talento e viveu no epicentro da revolução artística da sua época em Paris, foi um membro importante e marcante no panorama artístico. No entanto, perdeu-se algures no meio da sua vida marcada por muitas contrariedades e revezes que não lhe permitiram alcançar o triunfo que tanto merecia.

Que este texto desperte a curiosidade a outros para descobrirem a mestria de um nome imortal da pintura moderna que foi Amedeo Modigliani.

Foto destaque: Reclining Nude (1917), de Amedeo Modigliani– Óleo sobre tela/ Museu Metropolitano de Arte em Nova York.
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