Chamam-se The Japanese Girl e basta ouvir o single e faixa de abertura “You Should Have Switches” para ficar hipnotizado pelo seu psicadelismo psicótico, reverb propício de garagens dos anos 60 e sintetizadores assombrosos.
A banda já leva editado um conjunto de demos com o nome “A Tea with Twiggy Kasumi”, primeiras partes de Jacco Gardner, Girls Names e The Wands, aqueceram os motores da primeira edição do Reverence Valada e abriram as portas do Sound Bay Fest em Lisboa. Tanta movimentação haveria de dar resultados e cá estão eles.
“Sonic-Shaped Life” é o disco de estreia desta banda portuense que chega ao mercado de edições com o selo da mítica Munster Records.
Gravaram, durante cerca de um ano, este seu álbum de estreia e são dez as faixas que dão vida a este trabalho, com um universo próprio do Rock-Hipnótico e Psicadélico, marcados pelo lado mais negro do Garage-rock. Dez faixas que desenham o universo próprio do rock hipnótico e neo-psicadélico da banda e as incursões por em ambientes mais solarengos, próximos das fileiras mais “trippy” e cintilantes da pop.
O single de estreia, “You Should Have Switches”, cujo tema-título é uma alusão à paixão destes músicos pelo equipamento dos 60’s como as guitarras, os amplificadores ou os órgãos, habita esse reino.
O trio, formado no final de 2013 por Bruno Sousa, Corinna Sousa e Emanuel Cunha, vem de Penafiel e fez-se soar pela primeira vez em 2013 ao som de guitarras, órgãos e caixas de ritmos que deram alma a um som cru, entre o Garage-rock e o Psych lo-fi. Recentemente contam com a presença do baterista Carlos Nemeth que vai marcando o ritmo entre as camadas opiáceas de reverb.
Os seus ruidosos e intensos concertos são igualmente características e incríveis, fazendo-se acompanhar de projecções igualmente inquietantes. Podemos conferir isso mesmo no Festival Reverence Valada, em que a banda sobe ao palco a 9 de Setembro, no segundo e último dia do festival.