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O fim da Morte

A morte é sempre um tema não consensual. Tem quem acredite que morte é fim, tem quem acredite que morte é apenas a decomposição do corpo mas que a alma viverá. Seja qual for a crença, morte é sempre perda para alguém.

Mas, e quando há morte sem que haja qualquer perda? E quando há morte sem que se deixe de respirar, sem que o coração deixe de bater? E quando a morte é apenas no interior de cada um, apenas no seu Eu? Parece estranho. E é! Mas é tão comum…

Acredito piamente que uma enormíssima percentagem de pessoas viva o seu dia a dia por viver. Alguns, sem duvida, com fortes razões para esta aparente desistência da vida. Outros, a grande maioria, apenas porque sim. Afinal viver com alma e coração dá muito e muito trabalho. A expressão “andam cá a ver os comboios a passar” aplica-se a elas. São pessoas que não acrescentam valor ao Mundo e andam cá a fazer número. Não têm objetivos, não cuidam de si intelectualmente, não querem evoluir como pessoas, são egoístas, não são autónomas, pouco lutam para serem independentes e são pessoas cuja mentalidade pouco evoluiu. Claro que não evoluiu! Se não vivem não podem evoluir!

Em suma, estes são os medíocres da sociedade disfarçados, grande parte das vezes, de uma boa gravata e fato. Fazem-se parecer importantes mas não conseguem ter importância nenhuma. Mas que lhes importa isso não é? Antes parecer do que ser! Mas afinal quem são estas pessoas? Alguém com uma alma já morta mas que circula entre nós. Tornam-se pessoas sem conteúdo, rodeadas de pessoas iguais a si mesmas, profundamente desinteressantes, munidas de nada. Nós atraímos o que somos. “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.

São os zombies dos tempos modernos!

Se é uma opção ser assim e permanecer assim? Claro que é! Mas a mudança também pode ser uma escolha! Mudar para melhor só depende de nós. Sermos melhores pessoas só depende de nós. A vida, pela sua finitude, só faz sentido quando vivida intensamente.

Felizmente, grande parte da dita sorte está nas nossas mãos. E o segredo é sempre o mesmo, o amor! O amor por nós. O amor pelas nossas pessoas, a paixão e entrega em tudo o que fazemos.

Bom! Mas esta gente que escolhe ser apenas transporte do próprio corpo, morta por dentro, é o que é e é como é. Mas e os restantes?! Porque é que alguns, pessoas com tanto valor, com garra, com poder de decisão, cheias e vida e amor, continuam a ter pessoas destas ao seu lado? Pessoas que as anulam, que as empobrecem por dentro, que as desrespeitam continuadamente e por quem só conseguem sentir um profundo nada? Ao tê-las junto a si não estarão a ser iguais a elas? Claro que estarão! Com elas por perto jamais serão eles próprios, jamais será possível brilharem, crescerem, progredirem e, em ultima instância, serem felizes. A apatia pela vida é tanta que minam toda a sua energia e animo. É isto que lhes faz a toxicidade!

Não façamos isto a nós próprios! Sejamos donos da nossa vida! Sejamos capazes de tomar decisões! Sejamos capazes de ter apenas na vida quem queremos e sejamos corajosos para virar as costas a quem não nos interessa mais! Sejamos autênticos!

Para ser feliz ou estar na sua busca é preciso coragem. Não se é feliz nem nunca se vai ser “sentados no sofá” à espera dos desígnios da vida ou com os outros a tomarem decisões por nós. A conquista da felicidade está longe de ser um mar de rosas. Traz, normalmente, algumas perdas e dor. Mas é mesmo assim: Perder momentaneamente para ganhar décadas de vida, de vida feliz.

O Poder de fazer acontecer é nosso e só nosso! Viver à mercê do outro, da sociedade, viver num lugar que não nos acolhe, com gente que não nos interessa, sem objetivos, sem o objetivo de ser feliz mas, acima de tudo, sem viver em amor, com amor e por amor, é estar morto! É respirar, andar, falar… tendo a morte já acontecido embora ainda não anunciada.

Permanecer na morte, nesta morte, é uma escolha! É, no limite, desrespeitar todos os que, efetivamente, já morreram e davam tudo por tudo para ter ficado entre nós para poder viver arduamente, viver com a intensidade que cada dia merece, sem desperdícios, sem falinhas mansas, sem penas, “sem mas nem meio mas”.

Mas todos podem colocar um fim nesta morte! E começar a viver! Um brinde à vida! Um brinde à vida que é vivida com amor, alegria, entrega, paixão, sabedoria, respeito e dignidade! Um brinde à outra parte (de pessoas) que todos os dias é assim que vivem: como se a vida durasse apenas mais um segundo!

Aqui não se trata do que a vida nos faz mas sim o que nós fazemos com ela! Sejam felizes!

Ana Ferreira

Nasci nos anos 80 na minha maravilhosa cidade que é Lisboa. Cresci com o valor do trabalho muito presente na minha vida e é de lá que tiro grande parte da minha realização pessoal. Acredito que a vida só faz sentido se nos regermos por uma busca incessante pela felicidade. Acredito no amor como a base fundamental da vida. Sou obstinada e determinada e raramente desisto dos meus objetivos.

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