A Arte tem de ser de todos e para todos!

Os fenómenos culturais, pela sua própria natureza aberta e plural, originam a livre edificação da personalidade do individuo e consequentemente da sociedade. Por isso, o valor da Arte ser inquestionável, tanto para a humanização da sociedade como para a nossa noção de Cidadania, que aponta cada vez mais, na direcção da identidade individual e social do ser humano.

A crescente implantação de locais artísticos (museus, centros de arte Contemporânea, localizações arqueológicas e salas de concertos) justifica a urgência de uma educação artística abrangente. Isto, porque a maioria da população portuguesa possui uma deficiente cultura artística, ou por desinteresse ou por dificuldades económicas e de mobilidade, tornando a Arte um privilégio das elites.

No entanto, a política cultural no nosso país é escassa e pouco relevante. Não basta apenas criar locais próprios para a exibição de fenómenos culturais, é também necessário levar a Arte às pessoas e trazer as pessoas à Arte.

Para isso, é necessário uma maior coordenação entre o Ministério da Cultura e os pelouros culturais das autarquias, na divulgação dos eventos e formações culturais, na produção de espectáculos e exposições itinerantes acessíveis a todos, na promoção de visitas a museus em horários específicos e gratuitos que sejam abrangentes a todos os extractos sociais.

O encontro com uma obra de arte, elemento fundamental de qualquer cultura, é muito mais que visualizar um mero objecto ou evento, é o realçar da consciência estética de cada um, é procurar a liberdade e a pluralidade que caracterizam esses momentos.

E é perante uma educação cultural efectiva que poderá assentar a construção de uma sociedade mais pluralista e humanista, a Arte cura a mente e liberta a alma.

A Arte tem um valor intrínseco que tem de ser partilhado por todos, e não unicamente por uma faixa da sociedade.

Só assim poderemos usufruir todos do valor que a Arte tem para nos oferecer. A Arte tem de ser de todos e para todos.

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