A Cultura e os Jovens

Sou apaixonada por tudo o que é Cultura desde pequena. A Cultura é das coisas mais bonitas que existem no mundo. No entanto, tenho-me apercebido de que cada vez há menos jovens a apreciá-la.

A verdade é que a geração mais jovem vai cada vez menos ao teatro ou a museus. Isto, porque os filmes substituíram o teatro e é cada vez mais fácil aceder a tudo através da internet e das redes sociais. E isto faz com que os jovens não se esforcem para apreciar a Arte. É muito mais cómodo ficar em casa a ver um filme ou em frente a um computador do que ir a um museu. É muito mais fácil estar deitado no sofá a ver séries do que gastar dinheiro para ir assistir uma peça de teatro. Na verdade, penso que isto só acontece porque a maior parte dos jovens já não sabe apreciar uma boa peça de teatro, porque nem sequer perde tempo a tentar encontrar a beleza disso. As tecnologias, a internet e todas as rede sociais que emergiram nos últimos tempos roubam-lhes toda a atenção. E fazem-no ao ponto de eles não verem fora da caixa. Deste ponto de vista, como vamos levar os mais jovens a teatros ou a museus?

A resposta não é assim tão simples, mas o importante é não desistir. É importante trazer a Cultura e a Arte de volta ao dia a dia da juventude. Penso que as instituições poderiam começar por apelar à geração mais adulta para que estes tomassem a iniciativa de levar os seus filhos ao teatro mais frequentemente. E, quem sabe, entrar em contacto com escolas e apelar a visitas de estudo em contexto de aulas para o público juvenil se “habituar” a visitar esses sítios.

Penso que o ponto de partida para levar a geração mais jovem a teatros ou a museus por vontade própria é apelar, em primeiro lugar, à geração mais adulta. A forma como ensinamos a geração posterior à nossa a lidar com a vida e com o ambiente que a rodeia é a coisa mais importante. E uma geração que incentive a visitar lugares históricos e culturais pode cultivar o gosto de continuar a visitar esses mesmo locais por parte da geração seguinte.

Share this article
Shareable URL
Prev Post

“Mas que eu morra em Portugal”

Next Post

Se os Animais Falassem

Comments 1
  1. Olá Cátia Barbos! Me chamo Thalita, e estou muito feliz por encontrar matérias como a sua para ler. Parabéns pelo trabalho! Sinto muito alegria em saber que você é muito satisfeita com o jornalismo. O trabalho de quem gosta do que faz é sempre muito saboroso.
    Te desejo tudo de bom!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

António Poteiro

António Batista de Souza nasceu em 1925, numa aldeia portuguesa no Minho (antiga aldeia de Santa Cristina de…