A Humanidade dos Porquês!

Quase como respirar, a necessidade de indagar, de descobrir, de saber o porquê é algo essencial e inato ao Homem. A curiosidade e a dita “bisbilhotice” é um traço transversal a qualquer ser humano que dos primeiros anos de vida à terceira idade estimula a nossa capacidade cognitiva sendo adversa a qualquer situação incerta ou indefinida que a lógica humana não possa explicar.

Por definição a razão é a característica singular e definidora do ser humano que o distingue dos restantes animais. À raça humana é reconhecida a capacidade de através da lógica e da compreensão de padrões chegar a conclusões que dão uma certa ordem e controlo à vida humana. Assim, a ambiguidade, a incerteza e a incompreensão são palavras que dificilmente entram no dicionário da humanidade que tem uma necessidade constante de procurar respostas.

Contudo, esta racionalidade e lógica humana esbarram com a subjectividade e emoção do indivíduo, desenvolvendo, por vezes, um conflito interno. A relação dicotómica entre a razão e a emoção é permanente desafiando a tal racionalidade humana com uma série de eventos e desastres que escapam à óptica humana e não oferecem as respostas às perguntas colocadas.

flag-pnl1Catástrofes naturais, ataques terroristas ou outra situação que passe a barreira do perceptível são estudadas, exaustivamente, na tentativa de estabelecer uma razão que explique o porquê de determinado acontecimento se ter originado. E esta indagação contínua é ainda mais urgente para as sociedades contemporâneas que se encontram escravas da razão.

Compreender aquilo que ainda não foi compreendido, explicar aquilo que ainda não foi explicado será provavelmente a única certeza humana. Esta necessidade de estabelecer uma ordem e entender o mundo que nos rodeia, que parece não ter uma lógica dogmática e que evolui e cresce de forma espontânea fugindo ao nosso exame, é a missão da humanidade que quer alcançar e atingir o que ao olho humano nem sempre é possível ver.

Share this article
Shareable URL
Prev Post

Quando o verde ataca

Next Post

Desencontro – Parte I

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

Quando nasce uma Mãe

Neste artigo, não vamos falar do nascimento de um bebé. Vamos olhar para o outro pólo e focar-nos no nascimento…

O Paradoxo da Inatividade

Há tempos cruzei-me com a simples, mas não por isso pouco importante, ideia de que o comportamento do ser humano…

A Carpideira de Facebook

Deparamo-nos hoje com um novo fenómeno social: A Carpideira do Facebook. Para quem não sabe, a Carpideira existe…