Quem sou eu?

Esta pergunta é muitas vezes respondida com o nome, a profissão, a idade e o sítio onde vivemos. Qual é o âmago da questão que contorna a nossa essência? Não é o que fazemos, o que possuímos ou onde vivemos que releva quem nós somos. Esta pergunta demanda uma investigação interpessoal, uma viagem complexa para dentro de nós.

Quem está preparado para arrancar?

Primeiro, deixemos de lado o passado, medos, arrependimentos, saudosismos e mágoas. Despir uma camada de cada vez, como se fossemos uma cebola. Descobrir quem somos, é como ir ao encontro do que amamos, das nossas paixões, aquilo que invoca as nossas melhores emoções: Quais as que me representam melhor? Quão importante é a felicidade para mim? Descobrir o nosso propósito: Qual a minha missão? Quais os meus valores? Do que é que eu dependo para atingir a minha felicidade?

A primeira camada da nossa essência deverá ser o amor: o amor-próprio. Eu não vivo sem me amar, não seria autossuficiente, nesse caso.

A segunda camada é a gratidão, como é que a processamos e vivemos: agradecer o dia, a natureza, a aprendizagem, o alimento, o sustento e os que nos são importantes.

A terceira camada é o julgamento: como seres humanos somos erráticos e passíveis de mudanças, se quisermos melhorar a nossa presença onde quer que estejamos.

A quarta camada é a aceitação: aceitar os acontecimentos, não de forma superficial mas sim profunda, pois tudo pode ser sujeito de aprendizagem, basta querer.

Lanço, aqui, algumas questões que ajudam a ir ao encontro do nosso cerne emocional, a nossa essência:

Para concluir, quem nós somos não representa a nossa história, percurso de vida, passado ou pretensões futuras. Nós não somos o que fazemos, a forma como nos comportamos nem os nossos pensamentos. Tudo isto é mutável, não somos um padrão da natureza humana mas temos um padrão baseado em valores, emoções e propósito de vida.

Exit mobile version