Tarefa tão linda quanto desafiadora. A jornada segue repleta de bons, médios e maus momentos sem presentear a ninguém com imunidade. Cada um deve lutar suas próprias guerras.
Ao atravessarmos dificuldades até o motorista da aplicação via terapeuta, conselheiro, amigo de infância. Entretanto, está cada dia mais raro encontrar quem saiba “desatar os próprios nós”.
A neurociência garante que a gratidão pode ser poderosa ao ponto de curar doenças e determinar bons acontecimentos futuros. A estatística aponta que os detentores de corações gratos são mais felizes, saudáveis e bem sucedidos.
Curioso perceber a complexidade deste conselho. Apesar de parecer simples as religiões há milênios antecederam a ciência ao ensinar que devemos dar graças pelo bom e pelo ruim. Talvez aí esteja o segredo. Quem consegue agradecer os dias maus? Pelas dores e perdas? Qual ser humano é capaz de se sentir grato em meio ao luto?
Agradecer o pão antes da refeição. Feito. Agradecer o colega de trabalho cuja fofoca resultou na minha demissão. Oi? Agradecer pela saúde e pelo abrigo. Fácil. Render graças pelo assalto ou pelo empurrão que machucou o joelho. Quem consegue?
Sabemos: até um tropeço joga a gente pra frente. A grande dúvida: adianta agradecer da boca pra fora? Porque no momento de aflição a primeira ideia é xingar.
Depois de bastante tempo, fica mais fácil digerir e até reconhecer o mal resultado em bem, mas, na hora da topada, da crítica, do desgosto questionamos: porque eu?
Está lançado o desafio. Uma semana a agradecer por tudo. Aceitas?
