Sem dormir, entre aquela ansiedade bipolar de precisar de desvendar o segredo e desfrutar de uma boa leitura, acabei ontem de madrugada o segundo livro de Robert Galbraith (ou seja, J.K. Rowling a escrever policiais).
Bom, mas vamos a este. The Silkworm começa com um mistério: o desaparecimento de Owen Quine, um escritor não muito conhecido e que é procurado pela sua estranha mulher. Cormoran Strike, um bocadinho cansado dos casos de infidelidade que são a maioria do seu trabalho, acaba por aceitar o caso, mesmo sem saber se será pago. Nada como um bom desaparecimento para agitar as coisas.
É o segundo livro a ser protagonizado por Cormoran Strike, o detective privado filho de um cantor de rock, ex-militar, que perdeu parte da perna direita num bombardeamento no Afeganistão, e pela sua assistente, Robin, que mostrou as suas habilidades para o trabalho de detective no primeiro livro e que avança mais uns passinhos com o seu desejo neste livro. Gosto do facto dos protagonistas serem imperfeitos, de ser um detective sem uma perna, com problemas emocionais e familiares, e de o trabalho causar alguma fricção no noivado de Robin. Tornam-se mais reais. E outro ponto muito importante é que, além do desaparecimento misterioso que têm de resolver, acompanhamos também o que vai acontecendo na vida privada de cada um deles, e, mesmo resolvendo o desaparecimento do escritor, o autor (a autora?) deixa a pairar alguns segredos na vida dos protagonistas. Pois, assim vai ser impossível não ler o terceiro!
E agora, para combater a fase da depressão pós-livro, vou já escolher o próximo da estante!
