Eu sofro de depressão. Parece uma mera frase, mas que durante anos me atormentou com medo de assombrações cinemáticas, dignas de Tarantino. Não é uma situação temporária, um precipício do qual me possa afastar ou um barco que possa deixar partir. Porém, a escolha continua a ser minha: saltar ou levantar a cabeça e apreciar a paisagem que me rodeia, deixar-me afundar ou apreciar a viagem. O mais difícil? Viver rodeada de outras pessoas que se fingem de pedra, quando são construídas de algodão.
Todos nós, em inícios da adolescência, face a uma crise de meia-idade
É muito simples cair no erro de copiar o que o outro está a escrever, fazer ou
O que todos acham – ou, pelo menos, era o que eu pensava – era que os fracos são poucos e os fortes permanecerão bem, felizes e “em pé”, sem precisar de sorte, fé ou amor. Só depois de esfarrapar os joelhos umas quantas vezes, nesta vida curta para o qual não encontrei o manual de instruções, é que percebi que não passamos todos de fingidores. Ninguém é verdadeiramente alegre a toda a hora. Ninguém está sempre a sorrir. Todos temos aqueles dias em que sair da cama parece um sacrifício demasiado grande, mas ficar lá parece-nos tortura. A cabeça vai trabalhando, continuando a gritar todas as nossas falhas, todas aquelas vezes que falhamos e todas as vezes que vamos falhar. A verdade, meus caros, é que não passamos de uns falhados. Estamos marcados assim desde a nascença, mas não estamos condenados.
A diferença entre uma mente vencedora e uma mente destruída é a sua
O primeiro passo, digno de um prémio, passa pela necessidade de criar objectivos e focar-se nessa listinha, desde o mais básico, ao mais complexo objectivo. Lembre-se de fazer passos lógicos e que o deixem, efectivamente, próximo da sua felicidade – eu tive de sair da cama e vestir uma peça vermelha nos meus tópicos durante um mês antes de, finalmente, sentir-me feliz com a minha aparência. Comece por sair da cama e pegar numa caneta. Escreva o que lhe apetecer – pode fazer um texto enorme, ou simples tópicos monossilábicos. Parabéns, já ganhou o controlo da sua vida, só neste passo que tanto lhe pode custar a dar.
O que lhe vou dizer a seguir pode doer um pouco mais a cumprir.
O dia acabou, mas o seu trabalho ainda não está concluído. Volte à caneta e ao
O dia passou, enquanto ia fazendo pequenos esforços. Lembre-se que cada momento é um momento e que não precisa de estar alegre em todos eles. Finja estar, quando conseguir, e desabe se não aguentar. Respire fundo e volte à carga. Todas as horas são um bom ponto para começar. Objectivo último? Ser feliz, à sua própria maneira!
O relógio vai avançando, a vida passando e as suas metas querem que as cruze.
