No outro dia li no Facebook (que se transformou num veículo de propaganda de notícias e ideologias digno de colocar Josef Gobells chefe da propaganda Nazi a dar dois pinotes no caixão) que se existem estados que são
Devemos virar à esquerda?… O código da estrada dá preferência a quem vem da direita. Dá o código e o Chefe de Estado que no último discurso que fez à nação mais se assemelhou a um Rambo de peito à mostra, fita vermelho na cabeça e Kalashnikov nas mãos pronta a metralhar os vermelhos deste país (e não, não me estou a referir aos adeptos do Benfica que esses, coitadinhos, não fizeram mal a ninguém).
O que podemos tirar dessa comunicação é que já temos governo. Pedro Passos Coelho foi indigitado para chamar os amiguinhos para mais um jogo com a duração de quatro anos. A geopolítica internacional (outra das minhas paixões) é semelhante a um jogo de xadrez onde nós, o belo do Zé Povinho, somos os peões.
Quando todos pensávamos que já conhecíamos as caras dos próximos ladrões… desculpem, dos próximos governantes, o jogo volta a virar.
Se Cavaco Silva baseou a sua decisão com o facto de nos últimos 40 anos os partidos que formam governo são aqueles que ganham eleições, o dia seguinte serviu para quebrar a tradição. Pela primeira vez foi eleito um Presidente da Assembleia da República que não é membro do partido que ganhou as eleições. Eduardo Ferro Rodrigues é a segunda (ou terceira.Agora estou com dúvidas) maior figura do Estado e no discurso de tomada de posse deixou várias indirectas ao, ainda (em Janeiro já vamos ter outro, por isso relaxem), Presidente da República e, por meias-palavras, deixou um aviso aos partidos do arco da governação. Fernando Negrão, do PSD foi chumbado e os deputados de esquerda (encabeçados pelo grupo parlamentar do PS) dizem que a próxima coisa a cair no parlamento é o governo do duo dinâmico Passos-Portas. Se for verdade, o governo de coligação tem uma esperança média de vida de apenas quinze dias.
O que acontecerá de seguida?
Ninguém sabe.
Tudo está nas mãos do herói da nação, do orgulho da pátria lusa (tirem das vossas cabecinhas a lista de nomes que
E depois temos sempre a terceira via, que, se formos seguir o discurso de Cavaco Silva à risca (o pior é que nem ele é congruente com o que diz), é o mais provável de acontecer, um governo de iniciativa presidencial (a Itália e a Grécia já os tiveram, enquanto a Bélgica foi capaz de viver quase dois anos sem governo. Esta situação seria catastrófica para Portugal, já que aqui reina o velho ditado: “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”). Este governo seria um governo de gestão para a (pouca) credibilidade que nos resta nos mercados internacionais até Junho, altura onde poderia acontecer novas eleições legislativas com, também, um novo presidente. Marcelo Rebelo de Sousa já veio a dizer, na “Voz do Operário”, que o presidente não pode deixar “pepinos” para o seu futuro sucessor resolver (este aqui já se está a ver em Belém).
Querem uma continuação desta história? Basta esperarem pelas cenas do próximo episódio desta telenovela que se transformou a política nacional. Esta novela promete ser longa e com temporadas, ao melhor estilo das da TVI.
PS: Eu tinha feito outro texto, bem bonitinho, sobre o tema mas como isto muda todos os dias, decidi mandar o outro “às urtigas” e fazer um novo. O que pode acontecer é na altura deste texto ser publicado já esteja um pouco desactualizado.
