Estagnar, em todos os sentidos, não me parece ser algo bom. Afinal, a vida é cíclica, estando em constante movimento, com momentos de altos e baixos, bons ou maus. Recomeços e terminações fazem parte. É assim com as fases da lua, as estações, os ciclos da água…
Compreender isso como algo comum e natural pode nos ajudar a viver de forma mais leve e a lidar de forma mais positiva com as transições, aceitando fins de ciclos e início de outros.
Mudar é imprescindível, mesmo que em pequenos goles. Há vezes é mesmo necessário mexer no puzzle da vida e tentar o encaixe perfeito, seja qual for – e se é que existe! E tomar como nota que “nem sempre vale ir em busca do perfeito e a satisfação pode estar em pequenos detalhes.”
O café fica frio e alguns beijos também. E já não existem mais razões para dividir a cama e as manhãs.
São relacionamentos que se arrastam e persistem no que já não tem mais encanto. Já perdeu a graça em acordar e dormir ao lado, em dividir piadas internas, em partilhar pequenos momentos. Nesse momento, chega a hora de mudar e por vezes – ou todas essas vezes – é preciso coragem para sair e seguir adiante.
Todos nós já passamos ou passaremos, em algum momento, por uma sensação de necessidade de mudança, seja essa interna ou externa. E aí é preciso agir ou a eterna sensação de estarmos “empurrando com a barriga” se mantém, sendo algo extremamente desestimulante.
Nós somos como um carro. Precisamos de combustível para “andar”. O que nos move pode não ser gasolina ou gasóleo, mas com certeza é ter a ânsia de querer seguir, ter projetos, planos, metas e prazer. Esse é o nosso gás. Prazer em viver!
Mas o que é mudar? Por que mudamos?
E não só de relacionamento. De trabalho, de cidade, de curso, de pensamento, de atitude…. É uma vasta lista!
É mudar simplesmente porque o presente não preenche. É visar o futuro próximo. Os dias a seguir, porque esses correm e é preciso pressa em vivê-los!
Importante é, se for necessário, aí, sim, mudar. Para crescer, adaptar-se, alcançar objetivos e melhorar o bem-estar. A estagnação pode levar à infelicidade e se torna um círculo vicioso.
Sair da zona de conforto é por vezes difícil e exige coragem, mas os resultados aparecem! Mudanças – mesmo que de início assustem – abrem portas para novas oportunidades e permite se descobrir ou se redescobrir.
Você já sentiu que precisava mudar alguma coisa em sua vida, porque da maneira que as coisas estavam a caminhar, não estava bom?
Em algum momento você percebeu que precisava mudar, seja o estilo, corte ou cor do cabelo, ou a faculdade e a profissão?
Ou do relacionamento amoroso, na amizade? Dar um grito de liberdade?
Segundo o que afirmam os psicólogos, se você nunca sentiu nenhuma dessas sensações, pode ser que em algum momento elas aconteçam. E que bom! Imaginem viver igual da infância a velhice, sem alterar hábitos, estilos, pensamentos, atitudes, convivências?
Isso chama crescer. Evolução.
Normalmente a necessidade de mudança surge quando estamos lutando contra as incógnitas da vida, aqueles perguntas que nem sabemos mesmo se queremos saber a resposta ou se “deixamos nos levar” …
Deixo meu relacionamento, mudo minha carreira, mudo de casa ou simplesmente deixo de lado o que não está me servindo mais? Em um mundo onde queremos só celebrar o progresso e sucesso, é extremamente desafiador nos escutarmos e permitir uma abertura a nós mesmos, nos dando o espaço necessário para entender por que, por vezes, nos sentimos angustiados, “amarrados” e estagnados. Sem piada, sem sal, sem tempero.
Quando nos sentimos assim, faz com que fiquemos como paralisados, deprimidos, oprimidos e até mesmo sem esperança para o futuro.
E aí mora o perigo!
É nesse momento que o ato de “soltar as amarras” já deveria ter acontecido.
Apesar de serem sentimentos delicados também podem ser valiosos quando percebemos que são esses que contribuem efetivamente com a nossa evolução individual e são os sinais de alerta que nos fazem acordar e agir. Pode ser um processo longo, mas eficaz.
Mesmo que assuste inicialmente, traz leveza e finalmente nos damos oportunidade de reviver beijos e cafés ainda quentes!
Que possamos aprender a nos ouvirmos, nos respeitarmos e valorizarmos. Nós somos os únicos responsáveis por nós mesmos e precisamos priorizar isso.
Aprenda a se “ouvir”.
Nota: Esse texto foi escrito com as normas de português do Brasil.
