Os Sapeurs são uma minoria cultural existente no Congo. Conhecidos como os “homens dentro do fato”, mas que ninguém diria que estes se poderiam associar a favelas pobres em África.
A verdade é que é no meio das favelas destruídas pela guerra que estes homens extremamente bem vestidos se encontram. Nem a lama os consegue parar. Os seus sapatos estão sempre limpos e brilhantes pois usam tábuas de madeira como ponte para que estes não se sujem e para que possam manter a aparência pouco dominante naquele país.
Quando ouvimos o termo Sapeurs é natural que todos nos questionemos acerca da sua origem. O conceito deriva da palavra “Sapologia” que por incrível que pareça não é nenhuma tendência de moda no Congo. Antes pe
Resta interrogarmos quem terá sido a primeira pessoa a ficar conhecida por aderir a esta subcultura. Bem, o seu nome é André Matsoua e tinha por hábito vestir elegantes fatos franceses. Talvez tenha surgido daí o seu gosto, isto é, através da elegância de um simples fato francês poderá ter adotado esse estilo e, assim, aderido à subcultura dos sapeurs. Ao pesquisar sobre este tema e sobre quem o originou fiquei com dúvidas relativamente a como alguém se torna um Sapeur, ou que caraterísticas é preciso ter para se ser considerado um. Apercebi-me que um membro desta cultura deve ter conhecimentos sobre alfaiataria e estar atento a cada detalhe – tamanho das meias, cores – e, acima de tudo, ter maneiras. Saber comportar-se, saber agir, ser educado, ter carisma… Tudo isto são caraterísticas necessárias, já que vestir-se bem não é o suficiente.
Um dos lemas dos Sapeurs diz-nos que “vamos baixar as armas, vamos trabalhar e vestir-nos com elegância.” Isto remete-nos imediatamente para o “adeus” à violência, às drogas, a tudo o que de mau há no planeta e que pode prejudicar-nos. A elegância começa por dentro, a roupa é só uma forma de exteriorizar aquilo que eles querem e devem ser. É no interior que o verdadeiro Sapeur começa: nos seus pensamentos, nas suas crenças e, principalmente, na beleza da sua alma.
