Poderia dizer-vos que este é apenas o documentário sobre uma banda, mas é muito mais do que isso, é uma ode à amizade!
Em apenas 4 anos de intensa atividade musical, os WHAM ganharam o seu lugar na história da música por mérito próprio. Confesso que não tinha ideia de ter sido tão curta a carreira e a forma como tudo terminou, talvez por ser pequena e na altura a informação/novidades chegarem a Portugal tarde e más horas ou meio distorcida, tinha uma ideia complemente errada sobre o o percurso e o fim da banda. O documentário sobre os WHAM! é por esse um motivo, uma valiosa peça de informação documental sobre o George Michael e o Andrew Ridgeley.
Tudo começou em 1980 mas na verdade, começou na infância quando o George e o Andrew se conheceram, foi de tal maneira intensa a amizade que os uniu que, permitiu pela cumplicidade entre os dois criar um projeto musical original, cheio de energia e contagiante! Aviso já que não vou contar detalhes (por isso podem ler o texto até ao fim, com confiança!) acho que vale mesmo a pena ver o documentário para se perceber a genialidade das pessoas envolvidas e dos laços que criaram.
Se a carreira dos WHAM! foi curta, o mesmo não se poderá dizer da produção musical que se mantém atual até aos dias de hoje. As músicas ficam no ouvido, são alegres e dançáveis, como “Wake Me Up Before You Go-Go”, “Freedom”, “Careless Whisper” e, claro, o “Last Christmas” que nos fizeram vibrar e que cantarolamos até hoje.
O elemento surpresa em relação a este documentário, foi precisamente a forma como tudo é relatado, pelos próprios. Duas personalidades tão diferentes mas profundamente ligados numa amizade intemporal e sem barreiras. Alinharam neste projeto, acreditaram sem desistir num misto de coragem, loucura e alguma sorte à mistura.
Por ser o vocalista, a exposição mediática em torno do George Michael foi maior, colocando o Andrew num segundo plano. Apesar disso, e por compreender que o amigo tinha ambições maiores que as suas no mundo da música e por lhe reconhecer talento, não deixou de incentivá-lo. O que poderia ter sido uma luta de egos, foi um ato de amizade. O resto é história.
Vale a pena ver!
