Em maio de 2017, a trágica morte do Chris Cornell, ditou o fim definitivo de uma das melhores bandas de grunge de sempre!
O desaparecimento do vocalista dos Soundgarden, foi uma perda irreparável para os fãs da banda, da música e do mundo! A beleza e voz inconfundível do Chris Cornell perdeu-se num solarengo dia de maio. Recordo-me de ter ouvido no carro a notícia e ter ligado à minha irmã, quase de imediato:
– “Ouviste que morreu o Chris Cornell?”
– (Silêncio…)
Passei aquele 18 de maio em negação! Desde a morte do Prince, que o desaparecimento de músicos que adoro, custa-me muito a digerir.
Os Soundgarden, fazem parte de um conjunto de bandas que marcaram o panorama musical no inicio dos anos 90, em Seattle.
Juntaram-se em 1984 com Chris Cornell (voz/bateria), Kim Thayil (guitarra) e Hiro Yamamoto (baixo) e foram uma das primeiras bandas a definir o som do grunge. Com afinações graves, composições complexas e uma mistura de peso e melodia, o que os destacou no cenário alternativo antes mesmo da explosão do género nos anos 90.
Após lançarem Ultramega OK (1988), que lhes valeu uma nomeação ao Grammy, e Louder Than Love (1989), alcançaram sucesso massivo com Badmotorfinger (1991). Mas foi Superunknown (1994) que os consagrou mundialmente, com hits como Black Hole Sun e Spoonman, vencendo dois Grammys e liderando tabelas de vendas. O álbum Down on the Upside (1996) trouxe novas sonoridades, mas divergências internas levaram ao fim da banda em 1997.
Contudo em 2010, voltaram a reunir-se e lançaram King Animal (2012), mantendo uma agenda ativa até à morte inesperada de Cornell em 2017. O legado do Soundgarden permanece vivo como um dos pilares do grunge, influenciando gerações pela sua intensidade, criatividade e autenticidade.
É sem dúvida uma das bandas mais marcantes da sua geração e também uma das melhores.
