Portugal já está sujeito à concorrência de países de fora da Europa. Os chineses estão a entrar por aí adentro, os indianos a entrar por aí adentro e os países de Leste a fazer concorrência a Portugal. E minhas senhoras e meus senhores. Está a fazer-me sinal porquê? Estão chineses aqui, é? É mesmo bom para eles ouvirem
Alberto João Jardim
Polémico e explosivo. Estas são algumas das qualidades que definem o Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, e o tornam uma das figuras mais caricatas e conhecidas do povo português. O seu discurso, muitas vezes, ofensivo e despropositado já foi destaque em inúmeros órgãos de comunicação e as suas célebres frases, em que pelo meio solta alguns impropérios, são um sucesso em plataformas digitais como o YouTube. Rude, ou não, a verdade é que João Jardim já é uma figura incontornável da cena política lusa, memorável para todos os cidadãos.
Outrora o carisma, a capacidade de liderança, a concepção visionária e a capacidade discursiva fizeram de políticos, como Abraham Lincoln, John F. Kennedy, ou os mentores da revolução francesa de 1789, personalidades carismáticas que moviam multidões e nações inteiras em torno de um homem, porém, agora a polémica, ou as gaffes políticas parecem ser os factores que tornam um político eterno na memória de um povo e não apenas mais um que passou pelo poder.
Embora as estratégias de comunicação desempenhem, hoje em dia, um papel determinante a “a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo“, segundo Maquiavel, em O Príncipe, continua associada ao carisma da figura política. A capacidade de sedução e encanto que o povo reconhece em cada actor político é aquilo que os imortaliza na memória e na história.
