Como esquecer o Holocausto e o lugar de terror que foi Auschwitz?
Serão sempre marcos históricos, símbolos da monstruosidade a que a humanidade esteve e continua a estar sujeita.
É inenarrável e inconcebível tudo o que se passou nesse tempo, provocado pela loucura de um único homem ao assassinar e torturar milhares de pessoas inocentes em câmaras de horrores de todas as formas inimagináveis, exterminando tudo e todos, especialmente os mais fracos.
Questiono-me muitas vezes sobre o que vai na mente desses déspotas hediondos que não olham a meios para atingirem o poder e o que leva muitos a segui-los cegamente.
Auschwitz não é só um lugar. É um símbolo. Deve ser recordado, sem dúvida, para que atos como estes não se voltem a repetir.
Tudo indica que, infelizmente, foi rapidamente esquecido. A cultura do medo continua, apesar das lições do passado. Não obstante o que aconteceu durante o holocausto com o extermínio de milhares de judeus, a humanidade continua a repetir os mesmos atos.
Continuamos a observar o domínio do medo e perante a loucura de certos líderes, nada se faz para mudar o rumo dos habitantes do nosso planeta. A maior parte deixa-se cair nas garras do medo que habita na mente coletiva. Os nossos monstros são de estimação.
Assistimos a acontecimentos que parecem não ter fim, que a mente mais consciente não consegue abarcar de tão horrendos que são, como guerras, conflitos, um autêntico desrespeito pela dignidade humana. No meio de tudo isto, há sempre uma figura que se diz líder acompanhado pelos seus fiéis seguidores. Nada mais é do que um monstro desvairado pela busca cega de poder e dinheiro. A história repete-se tristemente, sem fim à vista, apesar das lições duras.
Auschwitz (convém sublinhar) deve ser recordado, pois é um dos símbolos mais potentes da barbárie humana e do potencial destrutivo do ódio, do racismo e do totalitarismo.
Considero que o Holocausto e Auschwitz devem fazer parte dos manuais de História nas escolas, assim como serem recordados e testemunhados na literatura e cinema, entre outros.
O esquecimento leva à negação do revisionismo histórico e permite a repetição de crimes contra a humanidade. Conhecer o passado é o antídoto do ódio.
Temos a tendência para seguir líderes autoritários como o Hitler, por variadas e estudadas razões: medo de punições e propaganda, necessidade de pertença ao grupo, segurança, obediência cega à autoridade (incutida desde que nascemos), mesmo sendo contra a própria moral, desinformação e repetição, identificação com o carisma do líder, sentimento de superioridade (como o nazismo), rejeição da complexidade com supostas promessas de soluções simples, efeito manada, necessidade emocional, entre outras.
Saibamos identificar estes monstros que nos habitam e afugentá-los para que não nos dominem.
Que tenhamos o discernimento e consciência para elevar o poder do amor e compaixão, contra o ódio e o medo.
“Aquele que não recorda o passado está condenado a repeti-lo”
George Santayana
Nota: Este artigo foi redigido segundo as regras do Novo Acordo Ortográfico
