A tecnologia junta as pessoas, mais do que as separa.
Telemóveis, televisões, carros, computadores, aviões, por exemplo, exercem vontades; há gente mais isolada e mais social, felizmente que somos diferentes.
É sequestro na medida em que deixares sequestrar-te, usurpar-te, raptar-te, és responsável por não te tornares refém dela.
Se não quiseres deixar-te prender, não é prisão, é liberdade. A tecnologia também aumenta imensamente quem somos, alarga-nos a vida e o pensamento. É o que nos permite atravessar o oceano para nos deleitarmos nas ilhas, com as suas belas pérolas, irmos a todo o lado e tornar o mundo mais pequenino.
Tirar fotografias, cada um de nós pode ser pintor de retratos reais, com um telemóvel.
A Internet, as literaturas (a tecnologia aumentou muito a facilidade de criar livros e cópias desses livros individuais), os transportes (carros, comboios, barcos, aviões), por exemplo, dotam-nos de mundos fantásticos. Os telemóveis atuais, modernos, são cada vez menos formas de falar e ouvir a distância; se fossem apenas isso, já não era pouco, mas são minicomputadores portáteis: escrevem, fotografam, acedem à internet. Atualmente, quem não usa um telemóvel top fica out!
E exemplos de tecnologia são muitos: o computador onde te escrevo, a televisão. Ouvir música é mais óbvio, atualmente, o que nunca foi, em séculos.
Por outro lado, fica out de um mundo virtual, mas mais atento para o aqui e agora, para a realidade. Depois, tem muito que ver com quem és e queres ser, com o teu pensamento.
Há preconceitos e tempos diversos em cada um, lugares, espaços, momentos que podes tornar teus, refúgios, segredos, grutas.
Terras planas e horizontais, altos lugares e diversos mundos, há tantas formas diferentes de funcionar, melhorar o outro. Não ter tecnologia seria tornar-nos pobres, pouco talentosos, menores.
A maioria de Nós nunca foi a muitos lugares, na prática, mas em teoria já fomos a todo o lado, ultrapassámos oceanos, escalámos montanhas, sentimos frio e calor.
Filmes, cinema, dão largueza ao nosso mundo, enriquecem-nos a vida, permitem-nos comunicar de mil formas e maneiras.
Um mundo sem tecnologia é impensável, viver aquém dela é louvável, mas ela é necessária até para isso, para viver sem ela ser meritório e benigno!
O seu uso leva a querer usufruir dela sem se tornar dependente, mas, na verdade, somos quase todos de uma forma ou doutra dependentes dela.
É um privilégio como fintámos o mundo e o adaptámos a nós: a mente será, porventura, sempre livre.
