Não sei se será uma questão minha ou se mais pessoas passam pelo mesmo mas parece-me quase sempre que a melhor viagem será a próxima! Aquela que ainda não foi. A última viagem feita é sempre a melhor de todas e a próxima será melhor que todas as outras que a antecederam. Ou talvez seja apenas uma ideia romântica da minha parte, colocar a expectativa na próxima viagem e de certa forma não valorizar a anterior. O ser uma humano é uma criatura complexa!
Talvez a “excitação” da preparação da próxima viagem nos faça relativizar a importância da anterior e depositar todas as fichas na viagem que se segue. Confesso que já me preocupei mais com a preparação, quer seja com a bagagem quer seja com o que fazer no destino. Quando lá chegar logo vejo! Parece um pouco irreflectido mas deixa muita margem de manobra para a aventura. Obviamente que é importante partir com uma ideias das coisas que por lá existem e uma ou outra referência mas não é preciso levar um programa fechado! Pelo menos é essa a minha convicção.
Assim a próxima viagem, mesmo antes de fazer história começa logo a contar no momento em que se escolhe o destino. Conhecer um novo destino é sempre uma momento mágico, os olhos registam o que nunca viram ou o que apenas viram por imagens distantes e passamos a fazer parte do cenário. É como se a partir daquele instante a nossa história e a história daquele local estivessem inevitavelmente ligados para sempre! Quando lá estivemos fizemos parte do local e faremos sempre mesmo quando regressarmos à nossa base.
É o fantástico de viajarmos! A possibilidade de integrarmos naturalmente outras geografias e outras realidades, acrescentando conhecimento e outra vivência à nossa própria história. É sempre de uma riqueza incalculável ter esta possibilidade e não é preciso entrar num avião para sentirmos isto! Basta viajarmos no nosso país para percebermos que mesmo num território tão pequeno – como é Portugal – encontramos realidades tão diferentes da nossa!
Como um livro que nos prende a atenção e nos envolve nas suas páginas, viajar pelo desconhecido dá-nos a riqueza de um mundo novo e o despertar para todas as possibilidades que o mundo tem para oferecer. As fronteiras são apenas as barreiras que nos impusermos, porque na verdade o mundo tem tudo ao nosso dispor, basta querermos.
