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Vá para fora cá dentro

Temos um país mágico, cheio de recantos e sítios especiais para visitar. De norte a sul, encontramos sempre locais novos, pessoas acolhedoras e paisagens encantadoras, fomos abençoados pela natureza, geografia e por tudo o mais… tenho essa convicção.

Há uma viagem que repito sem nunca me cansar, não só porque tenho uma ligação familiar e afetiva com aquelas paragens, mas também porque adoro as paisagens da serra, no coração do nosso país.

Viajar pelas serras da Beira Baixa, tendo como destino a Pampilhosa da Serra, é um programa que se pode fazer todo o ano. Os apaixonados pelo frio do Inverno podem contar ali com muito frio e a garantia de uma luz de inverno límpida e pura, fabulosa para qualquer fotografia de postal, e um calor abrasador no Verão, perfeito para aproveitar as barragens e praia fluviais que existem na região.

Seguindo pela N112 na direção a Castelo Branco, a estrada serpenteia-se e a vista vai-se moldando a cada curva, os vales onde o verde se expande ganha cores diferentes, e os pinheiros e os eucaliptos vão se alternando, é comum ver-se águias a planar. O ar puro enche-nos os pulmões e os olhos engrandecem com as belezas que a natureza por ali plantou.

Os declives das serras são também um desafio para os amantes de BTT, com trilhos específicos identificados e mapeados para uma aventura em terra batida. As caminhadas e escalada também se fazem, os topos das rochas junto à barragem de Santa Luzia são uma vista de tirar a respiração!

No Verão, os recantos da barragem, convidam a banhos e canoagem, a água doce limpa envolve-nos. Não se pode visitar a barragem de Santa Luzia, sem percorrer a estrada pelo Vale Grande de frente para o dique, a imponência da estrutura impressiona, parece esculpida pela mesma rocha que a envolve.

A comida também reconforta a alma, os sabores não são leves, mas são deliciosos, são como os trilhos e as gentes das serras, intensos.

O interior de Portugal é um tesouro ainda por descobrir, apesar dos incêndios de outubro de 2017, que não tiveram clemencia de nada nem de ninguém, a natureza tem uma capacidade de regeneração assombrosa e por esta altura o verde já começou a engolir o preto do queimado. Para os que ainda não conhecem, sugiro: atrevam-se a descobrir!

Vale a pena, o tempo corre a outra velocidade, o ar é puro, o enquadramento paisagístico é único e o céu é estrelado. Têm por ali uma oportunidade única de ver uma estrela cadente e pedir um desejo, e que seja voltar, sempre.

Foto da Barragem de Santa Luzia: Marco Gil (Facebook e Instagram)

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Sofia Cortez

Sofia Cortez (1978, Lisboa) marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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