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The Theory of Everything

Com o documentário Man on Wire, James Marshall já havia abordado os grandes feitos concretizados por homens notáveis, mas nunca sob uma perspectiva mais ficcional como este The Theory of Everything, o drama biográfico que arrematou corações e deu a Eddie Redmayne o Óscar de Melhor Actor.

Contudo, deveremos situar-nos que esta biografia teorizada é, sobretudo, uma perspectiva de uma personagem alicerce na vida do notável Stephen Hawking, até hoje considerado o mais genial dos físicos. Essa perspectiva pertence a Jane Hawking (Felicity Jones), tendo como base um livro auto-biográfico da sua autoria, auto-convertendo-se numa personagem martirizante sob o sofrimento e, ao mesmo tempo, da genialidade de Hawking, aqui ilustrado como uma figura faustiana e de certa forma simbólica para a narrativa. Talvez seja por isso que a jornada romantizada de Hawking e a sua primeira paixão, que segundo consta não foi a física, consegue cativar uma vasta gama de audiências, pelo simples facto que todo o mundo adora uma bela história de amor.

Eddie Redmayne e Felicity Jones formam o trágico par romântico desta nova biografia cinematográfica!
Eddie Redmayne e Felicity Jones formam o trágico par romântico desta nova biografia cinematográfica!

Marshall que tão bem transmitiu com fulgor o feito de Philippe Petit [Man on Wire], depois compensado com o Óscar de Melhor Documentário, rende-se à melífluosidade da sua trama, ao mesmo tempo que cede ao branqueamento das suas figuras, sem falar que o cineasta se reduz aos mais comuns dos padrões da cinebiografia. Contudo, tendo em conta este último ponto, Marshall recria um filme constantemente apresentado por uma variedade de filtros na sua fotografia, constituindo uma sedução visual que acaba por ser exaustiva e artificial (visto o trabalho de pós-produção), estas características afastam a biografia do selo já formato do telefilme, mas não o separaram totalmente dessa mesma essência.

Referimos aqui um somente filme de actores, aliás são eles que erguem o mesmo e o transportam para campos mais emocionais, nomeadamente Redmayne, que consegue mimetizar Hawking numa prestação mais física do que inerente. Do outro lado, Felicity Jones serve como catarse aos seus conflitos, a jovem actriz é eficaz no seu desempenho, mas é igualmente ofuscada e dependente da prestação do protagonista e personalidade de cartaz. A juntar a isto, temos uma graciosa banda sonora elaborada para o efeito de emocionar, nem que seja à força. Eis uma típica biografia sob contornos hollywoodescos, porém, servida com um actor esforçadamente exemplar.

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