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The Boys

A perversidade e vilania no mundo dos super-heróis

Mocinhos e bandidos bem diferentes do que estamos acostumados a ver. Aliás, a desconstrução do ídolo, do herói, é escrachada em “The Boys“, a série americana de super-heróis que não tem vergonha de mostrar as fraquezas, dependências e questões psíquicas dos seus personagens.

A temática é tão profunda que eu a categorizo como um drama cheio de ação e violência. Perdoem-me os fãs, mas, às vezes, eu até acelero um pouco as cenas, porque a série consegue ser muito agressiva.

As Personagens

As personagens estão divididos em grupos quase rígidos:

  • A Vought: Empresa que comercializa os super-heróis e faz um trabalho parecido com o de uma agência de “talentos” (acho que toda perversidade e vilania dos heróis é responsabilidade dela);
  • Os super: Heróis agenciados pela Vought que “nasceram” com superpoderes (mas você vai descobrir que não é bem assim);
  • Os “boys”: Os que lutam contra as ações dos super-heróis.

Parece confuso, e se você ainda não assistiu, vai achar que os “boys” são os bandidos, não é? Mas engana-se!

Os super-heróis da série só tem superpoderes, mas são tão humanos e tão cheios de defeitos quanto qualquer ser humano comum (acho que são até piores do que os simples mortais) e a psique deles é tão abalada e deturpada, que ao mesmo tempo que salvam mocinhos, também matam mocinhos, e vivem só pela imagem, e pelo que o público em geral acha dela.

Os Super são capazes de tudo. Tudo mesmo. São arrogantes, pervertidos e corruptos.

Agora, o resumão

*** Contém SPOILERS ***

Após ver a namorada ser acidentalmente morta por um dos super, Hughie, papel de Jack Quaid, é abordado por Billy Bruto, interpretado por Karl Urban, com a promessa de ajuda para vingar a amada.

O próprio Bruto tem um histórico bastante perturbador com os super, e é movido por sua sede de vingança, já que sua esposa, que ele achava estar morta, teve um filho com o Capitão Pátria (em coro… Ohhhhhh), líder dos super-heróis.

Hughie, então, entra para a gangue dos “boys” e passa a conhecer o submundo dos heróis da Vought, mas envolve-se com Luz Estrela, um membro dos “sete”.

Os “Sete” são os super-heróis, liderados pelo Capitão Pátria (Antony Starr), uma paródia do Superman e do Capitão América, que conta ainda com Profundo (Chace Crawford), o homem-peixe, uma paródia do Aquaman; Trem-bala (Jessie Usher), o corredor abençoado com a super velocidade, uma paródia do “Flash”; Black Noir (Nathan Mitchell), que tem a força e a agilidade, o mais recluso do grupo, e confesso aqui que me bate sempre uma tensão quando ele entra em cena; a Rainha Maeve (Dominique McElligott), que faz paródia com a mulher-maravilha; Translúcido (Axel Hassell), que se torna invisível, e fica apenas na primeira temporada; Tempesta (Aya Cash), que entra na segunda temporada, e tem o poder de lançar raios; e Luz Estrela (Erin Moriarty), a heroína que emite luz, e é a responsável por ajudar os “boys” na luta contra os super.

O seleto grupo de heróis atua sob o comando de Madelyn Stillwell (Elisabeth Shue), a vice-presidente da Vought que abusa do poder, e acaba sendo morta pelo seu maior dependente e aliado ainda na primeira temporada (deixo aqui o suspense, porque não posso contar tudo!).

A série, então, desenvolve-se na tentativa dos “boys” em desmascarar os Super, e desencadeia uma “guerra” entre os grupos, cada um com as suas armas, e usando os poderes que lhes cabem.

A fotografia e o tratamento de cor das cenas nos deixam com aquela sensação de mal-estar, mas é tudo proposital, para nos manter atentos e incomodados com a violência, instabilidade e problemática que envolve a história e seus personagens.

“The Boys” é baseada na série de histórias em quadrinhos de mesmo nome, de Garth Ennis e Darick Robertson. A versão para televisão foi desenvolvida por Eric Kripke.

A série tem duas temporadas disponíveis e as filmagens da terceira já começaram, com previsão de estreia no final deste ano (2021), e contará com um personagem inédito interpretado por Jensen Ackles.

 “The Boys” está disponível na Amazon Prime Video.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do português do Brasil

"The Boys"

ARGUMENTO - 80%
INTERPRETAÇÃO - 70%
FOTOGRAFIA - 90%
PRODUÇÃO - 90%

83%

Pontuação final

Série que escancara as falhas e psiques de seus personagens

Maria Carolina Mello

Acho sempre difícil falar sobre mim porque a descrição vem sempre como um "rótulo": sou filha, mãe, esposa, jornalista, produtora audiovisual, assessora de imprensa. Mas o meu eu verdadeiro, aquele cheio de inspirações, e que me permite sonhar e almejar vai muito além dos rótulos. Sou mulher, uma força cheia de expressões e com intensidade nos sentimentos e ações. Acho que o "eu" e a minha descrição, na verdade, só são possíveis de se conhecer quando convivemos, quando expomos nossas cicatrizes e a nossa história. Então, deixo aqui o meu rótulo, e um pouco do que sou nos textos, porque a escrita tem essa vantagem, ela sempre revela um pouco sobre nós.

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