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Spencer

Uma Princesa Diana psicologicamente exposta

Eu levei 3 dias para assistir “Spencer” por completo. Parei na primeira cena de bulimia. Depois, na primeira cena de tentativa de suicídio.

* CRÍTICA *

Um misto entre realidade e confusão mental. O filme mostra uma Lady Di perturbada, completamente fora de si,  presa as rédeas da família real e ao passado de criança feliz que teve na casa Park, onde cresceu, e fica próxima ao castelo de Sandringham, onde a família real passa as festas de natal.

Diana foi uma mulher que teve no casamento o seu amor e o seu algoz, e nos amor pelos filhos a única razão de tentar permanecer sã. Porém, a força da mulher que víamos na mídia, a envolvida em causas sociais, está quebrada, totalmente frágil e exposta em “Spencer”.

Durante todo o filme, Diana é assombrada pelo “fantasma” de Ana Bolena, a segunda esposa do rei Henrique VIII, que foi morta acusada de traição. Ela conversa com ela, e em quem ela se espelha pela vida de prisioneira no fracassado relacionamento com o Príncipe de Gales, e a relação dele com Camila Parker-Bowles.

Dirigida por Pablo Larraín, o filme tem paisagens e imagens lindas, com uma também linda fotografia. E Kristen Stewart está incrível neste papel que parece ter sido feito para ela. Muito segura, com trejeitos, olhar e voz visivelmente trabalhados e estudados com afinco.

Contudo, o filme é de um psicológico intenso, capaz de abalar o espectador, com alguns poucos momentos de lucidez e liberdade, principalmente na última cena, onde ela vai comer um fast food com os filhos, e mostra a eles que a vida pode ser vivida muito além dos muros de um castelo.

E não se deixe influenciar totalmente pela imagem da Princesa ali exposta.

Nota: Este artigo foi escrito seguindo as normas de português do Brasil

Spencer

Argumento - 70%
Interpretação - 90%
Fotografia - 90%
Produção - 85%

84%

Pontuação Final

Um misto entre realidade e confusão mental. O filme mostra uma Lady Di perturbada, completamente fora de si,  presa as rédeas da família real.

Maria Carolina Mello

Acho sempre difícil falar sobre mim porque a descrição vem sempre como um "rótulo": sou filha, mãe, esposa, jornalista, produtora audiovisual, assessora de imprensa. Mas o meu eu verdadeiro, aquele cheio de inspirações, e que me permite sonhar e almejar vai muito além dos rótulos. Sou mulher, uma força cheia de expressões e com intensidade nos sentimentos e ações. Acho que o "eu" e a minha descrição, na verdade, só são possíveis de se conhecer quando convivemos, quando expomos nossas cicatrizes e a nossa história. Então, deixo aqui o meu rótulo, e um pouco do que sou nos textos, porque a escrita tem essa vantagem, ela sempre revela um pouco sobre nós.

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