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Sonhos

Sonhar faz parte da essência humana. É ter a capacidade de querer algo, de se motivar a continuar e a desejar que os mesmos sejam concretizados e satisfeitos. Todos têm anseios e objectivos a serem atingidos. Podem não ter o nome de sonhos, mas são forças interiores que movimentam os seres a persistirem nas suas escalas de vivência e que só serão arquivados depois de atingidos.

Contudo o sonho é uma experiência que tem significados distintos e pode envolver várias vertentes. Para a ciência é uma experiência da imaginação do inconsciente durante o período de sono. Recentemente descobriu-se que até os bebés sonham. Algumas culturas defendem o sonho como um poder divinatório que possui a resposta a inúmeras interrogações.

Freud dedicou-se ao assunto e chegou a conclusões bem interessantes. Dizia que estes são gerados pela busca da realização de um desejo reprimido. Assim sendo o que durante o dia não seria conseguido era libertado durante a noite. Funcionava como um bálsamo que purificava o organismo e o preparava para o novo dia.

Existem duas fases do sono bem distintas. A primeira é o sono de ondas lentas, quando a actividade cerebral é baixa e não dá lugar aos exageros que se costumam sonhar. São meros pensamentos que passam numa espécie de tela escura. A segunda fase é de actividade elevada e tem o nome de REM, que significa movimentação rápida dos olhos.

É nesta fase que ocorrem os sonhos que mais parecem filmes realizados por directores malucos e onde tudo é possível de acontecer. Até aqueles que já nos deixaram podem voltar a viver e passar mensagens. Todos os adultos vivem esta experiência mesmo quando afirmam que não sonharam.

Na verdade, sonhar é um modo de fuga, um escape à realidade e a todas as dificuldades que possam ter que ser enfrentadas. Justifica-se que se sonha e que se consegue, apregoa-se que as dificuldades que se sentem servem um bem maior e ainda que os meios justificam os fins.

Pode-se sonhar a dormir e sonhar acordado. Sonhar a dormir pode ser para atingir extremos. Tanto pode ser repousante como cansativo. Há quem corra nos sonhos e acorde cansado e quem tenha conversas interessantes, em várias línguas, despertando relaxado. A função deste tipo de sonho é tranquilizar e permitir que a mente e o corpo entrem em sintonia e possam chegar a um equilíbrio.

Quanto ao outro tipo de sonho, o acordado, torna-se bem mais complexo e é um perfeito desafio. Por norma as pessoas tendem a querer o impossível e o inatingível lutando com forças estranhas e determinadas para o conseguir, mesmo sabendo que tal nunca será viável. São sonhos que nunca poderão ser realizados e são animados de imprecisões e angústias.

A capacidade de sonhar leva o ser humano mais longe e permite que esteja sempre um passo atrás do que necessita. Sonhar é essencial e necessário. São os sonhos que movimentam a vida e comandam os caminhos de quem os traça ou anseia. Sonhar é salutar e benéfico. É como uma droga que liberta o seu efeito curativo e persistente.

Que seria dos seres humanos se não tivessem este extraordinário dom, esta mais valia que tem o condão de os levar a locais únicos, a querer sempre mais e a lutar por um lugar no firmamento do impossível? É esta magia, este saber que se vai ainda conseguir, que continua a empurrar e que consegue deixar a alma sempre quente e aberta para as novas sensações que daí possam advir.

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