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São parvos

Não há nada que não tenha sido já dito sobre esta pandemia. E é normal, considerando que vivemos todos numa bola de sabão (leia-se aldeia global). A última pandemia que existiu já leva uma distância temporal de meio século (gripe de Hong Kong 1968-1970), mas que contou com mais de 1 milhão de mortos em todo o mundo.

E a questão é mesmo essa: sempre houve pandemias no mundo, algumas já esquecidas, outras pouco lembradas, mas sempre existiram. O que acontece é que hoje a dita bola de sabão vive nas nossas mãos e com um simples sopro rolam cabeças.

As tecnologias na ciência, que nos permitem encontrar vacinas em poucos meses, são exatamente proporcionais àquelas que todos trazemos nas mãos e a que chamamos “tecnologias de informação” e que nos permitem acompanhar o desenrolar da pandemia mundial ao minuto. Estamos constantemente a ser bombardeados com informação e contra-informação a toda a hora. O perigo destas últimas tecnologias é que são utilizadas por toda a gente e não só por quem tem conhecimentos para digerir e aplicar sensatamente aquilo que é divulgado e aconselhado por quem estudou para saber.

Todos temos direito de antena e fazemos considerações sobre o que na realidade desconhecemos, mas sobre as quais nos achamos entendidos porque lemos “umas coisas”.  E aqui entram como é óbvio os negacionistas que vivem eternamente com a mania da perseguição e que vivem dentro de uma conspiração tipo “matryoska”: lêem umas coisas e “voilá!” têm argumentos para engendrarem mais um complô que “eles” fazem contra a humanidade.

No “eles” cabe tanta gente que até é difícil nomear alguém, pois também vão variando conforme a tara.
É normal haver sempre vozes do contra que se erguem para contestar o que é feito.
Não é de todo inútil e essas vozes são muitas vezes o motor para se ver mais além.

Porém, temos de aprender a “separar as águas” ou o “trigo do joio”: nem tudo o que é do contra é pensada com discernimento e muitas coisas são só estúpidas ou parvas. Uma das coisas é atacarem os governantes pelas decisões em tempo de crise sabendo, de antemão, que eles estão sob rigorosa vigilância de milhares de especialistas (leia-se jornalistas, cientistas, médicos, economistas, etc, etc e treinadores de bancada) e atacarem as soluções médicas (vacinas incluídas) com receio de estarem a ser comidos por parvos.

São parvos!

Os maiores parvos são aqueles que fazem críticas destrutivas, sem saberem fazer melhor. Parvos são aqueles que vão contra as evidências e que, no caso desta pandemia, acabam por morrer ou ver morrer pessoas queridas, só porque são parvos!

Negarem o benefício de uma vacina, que não tem um custo direto e que está suficientemente estudada e testada, só porque sabem que as farmacêuticas vão ter lucros estapafúrdios é só ser parvo. Não há outro nome.

Todos sabemos que com as catástrofes há sempre quem tire proveito. É inevitável! Poucos são aqueles que não pensam em benefício próprio quando podem lucrar. Infelizmente, mas é assim. Agora quem se prejudica e aos seus, só para marcar uma posição, é só parvo! É que nem sequer é uma questão de honra (se é que alguém ainda se lembra do conceito) ou de crença, ou de ideologia política. Não. É só ser parvo!

Sim, podem dizer que eu também sou parva, mas fui contaminada já depois de vacinada e não tive grandes sintomas.

Contínuo com precauções e a tentar proteger aqueles que amo. Quero lá eu saber se “eles” estão por detrás desta pandemia!

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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