Pop Culture

Sailor Moon

A minha infância revisitada

Começo este artigo dizendo que, apesar de agora fazer sentido, não fazia ideia que Sailor Moon teve origem numa mangá. Honestamente, 90% dos animes (se não forem 100%), tiveram origem numa mangá.  Simplesmente nunca pensei que fosse o caso, até porque via Sailor Moon quando andava na escola básica.

Assim, já munidos com a informação que Sailor Moon teve origem – de facto – numa mangá, resta saber os factos. Inicialmente traduzido (para inglês) como Pretty Soldier Sailor Moon e mais tarde como Pretty Guardian Sailor Moon, foi ilustrada e escrita por Naoko Takeuchi. Surgiu inicialmente como uma série de mangás de 1991 a 1997, publicados em 18 livros.

Foi inicialmente adaptado para um anime e lançado no Japão de 1992 a 1997. A produtora – Toei Animation – fez também três filmes animados, três filmes curtos baseados no anime, uma adaptação live-action e um segundo anime. No total, a  mangá vendeu mais de 35 milhões de cópias pelo mundo fora, com mais de 13 mil milhões de dólares em vendas de merchandise.

Este foi uma das séries que ajudou a popularizar o magical girl ( Maho shojo) – quando raparigas normais ganham poderes e salvam o mundo. Acho que isso foi um dos factores que me levou a gostar tanto do anime – o facto de raparigas perfeitamente normais poderem ter poderes especiais. Sentia-me representada e, obviamente, com esperança que algo assim me acontecesse.

Adorava este anime – relembro-me vivamente do gato preto (Luna) e da animação que ocorria quando a Usagi se transformava mas não me lembrava do nome das protagonistas. Creio que a maioria de nós teve uma paixão pelo Mascarado, pela Usagi ou até por ambos. Acho que isso seria o meu sonho de criança – encontrar um gato que pudesse falar comigo e ter um aliado extremamente encantador (leia-se, o Mascarado).

Creio que nunca vi o anime todo – estive a ler todo o plot e garantidamente não vi o final do anime (SPOILER ALERT: a Usagi e o mascarado casam-se!!!).

Creio que é um anime/mangá que é sempre actual e que ajuda a inspirar raparigas (e rapazes) pelo mundo fora a aceitarem-se tal como são e a acreditar um pouco na magia do mundo. Recomendo vivamente – a pessoas de todas as idades – e às aqueles que já viram o anime e que queiram revisitar.

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Maria Capitão

Licenciada em Estudos Clássicos, passo o meu tempo livre a ler livros, ver séries e filmes e a ser voluntária numa associação de animais. Adoro jogar videojogos, jogos de cartas e de tabuleiros com amigos.

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