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Quanto de ti, cabe nos sonhos?

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Aquele sonho que te fez inventar novos mapas com caminhos e trilhos que tantas vezes e que faz o teu coração acelerar, quando falas sobre ele, qual é?

Tens seguido os caminhos que pintaste com a tua caneta favorita para não te perderes?

Parece-te errada a escolha?

Quantas vezes já quiseste desistir e ainda nem o primeiro passo foi dado?

Quero dizer-te que não sei responder por ti, mas também tenho sonhos. Todos temos.

A diferença maior, entre nós, é que aprendi a concretizar os meus e, por isso, é quase serviço público falar contigo, sonhador.

Sempre que puderes, olha para o teu mapa. Vê bem se os caminhos são os que delineaste inicialmente. Não tenhas vergonha de errar, cair nem de refazer. Refazer o caminho, a ti e até mesmo ao sonho.

Nunca desistas, sonhador. Os verdadeiros sonhadores não se resignam nem desistem; encontram sempre e invariavelmente coragem para continuar em frente. Não param mesmo estando quietos. Na quietude, reconhecem e aceitam as derrotas, as quedas, a quantidade de “nãos” que ouviram e leram.

Não te envergonhes se chorares. Irá chegar o momento em que todas as lágrimas te farão sentido e estarás a falar com outros sonhadores sobre ti; como eu, agora.

Anda, passo a passo, à tua velocidade e se for excessiva mentaliza-te que é possível que te acidentes. Por isso, dá um passo de cada vez, como se estivesses a reaprender a andar. Sobe cada patamar com a sensação de que as subidas são, regra geral, custosas de alcançar.

Mune-te do teu próprio sonho, de ti mesmo (sem igual) e da vontade de concretizá-lo para enfrentares todas as contrariedades, vicissitudes, bombas, chuvas torrenciais e tempestades – principalmente as que fizeres num copo de água. Serás posto à prova como não antes.

Servirão as provações para te testar. Medir o teu empenho, dedicação e vontade. Ultrapassá-las, com distinção, dar-te-á maior mérito quando alcançares a tua meta.

Sê quem tu és ao invés de ser quem os outros querem que tu sejas. Vê-te e olha-te com os teus próprios olhos.

Sai da tua zona de conforto e ruma ao desconhecido, como se só houvesse agora e não amanhã.

Desconforta-te, num dos dias, atira-te de cabeça (com todo o corpo) e confia em ti. Confia que mereces chegar onde te propuseste, mesmo que muitos te tenham negado esse gosto.

Não depende deles. Depende de ti, sonhador e do teu trabalho.

Não há regras nisto dos sonhos. Nem amarras. Nem certo ou errado.

É por isso que deves estar com o teu mapa perto de ti. Os caminhos e as encruzilhadas podem mudar todos os dias, assim faças por isso.

Não deixes que os fracassos do passado te atormentem. Fazem parte de ti, do teu crescimento e mostram-te do quanto és capaz.

Não aceites que maltratem nem maldigam o que queres. Não são os outros que precisam de entender a razão; és tu. São os teus olhos que precisam de brilhar sempre que falas do teu sonho. É a tua voz que se deve escutar em todos os espaços onde estejas. É o palpitar do teu coração que galopa quando sentes que estás cada vez mais perto.

Acredita não em mim, mas em ti. Os sonhos – de todos nós – não foram feitos para terem limites nem fronteiras e é por isso que nos é pedido que passemos por muito até os alcançarmos. O mapa que fomos fazendo não tem um “X” que nos mostre onde está o nosso tesouro. É por isso que nos é preciso proteger sempre aquilo que sonhamos como se a nossa vida disso dependesse. E depende.

Não te desarmes para nem por ninguém, usa o escudo da coragem e dá os passos que te parecerem certos. Se te desequilibrares, pensa, observa-te e pergunta-te: quanto de ti, cabe nos teus sonhos?

Quando cada milímetro de ti, desde a ponta da unha do dedo do pé até à ponta mais comprida do fio de cabelo estiver dentro dos teus sonhos e tiveres aprendido tudo o que te é necessário para dares o último passo que te leva a cortar a meta, eles tornar-se-ão realidade.

E no fim, agradecerás a ti próprio por nunca teres desistido, mesmo quando não acreditaram em ti. Não importa mais; tu acreditarás, mantendo-te fiel a ti mesmo, e será isso que te guiará até ao fim.

Os sonhos concretizam-se, sonhador.

Este é O meu: escrever. E ter-te aqui, a ler-me, remexer-te, fazer-te pensar e conseguir ter-te reacendido a centelha que já estava apagada pelo veneno da opinião alheia.

Já olhaste para o teu mapa, outra vez? Vês como o trilho parece ter mudado? Os teus pés já começaram com o formigueiro de quem está prestes a iniciar uma jornada?

Quanto de ti, cabe nos teus sonhos? Tudo! É isso que te faz ser um sonhador e tornará num concretizador.

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Sofia Fonseca Costa
Nasceu numa quarta feira de Novembro, no ano 1984, mas não gosta de meio termos. Desde que se lembra que quer ser escritora e mãe. Dizem que no canto do seu sorriso mora um arco-íris. Vive para as palavras e afectos. Não gosta de chocolate. É formada em jornalismo e fez teatro durante mais de uma década. Mãe de quatro filhos a quem chama de Soneto. É autora do livro Murmúrio Infinito. Chamam-lhe Sofes Marie.

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