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Prever, prevenir e evitar crises!

Depois de passar 10 anos estudando os mercados emergentes, eu sei que existem padrões repetidos vezes sem conta. Uma bolha é como um fogo que precisa de oxigênio para continuar … quando se vê que não há oxigênio, as coisas mudam.

Nouriel Roubini

Em 2000, quando o economista norte-americano, Nouriel Roubini, previu uma crise económica catastrófica, que poria em causa os pilares em que se fundou a economia mundial, contrariando as previsões de outros economistas, foi apelidado de Dr. Doom, em alusão ao vilão das histórias da Marvel . Depois de, em 2008, o fenómeno do Subprime ter abalado a economia dos EUA e num efeito dominó a economia mundial, as previsões do Dr. Doom tornaram-se realidade, passando de besta a bestial.

No seu mais recente livro A Economia das Crises, Nouriel Roubini e Stephen Mihn desmistificam a ideia de que estas crises são acontecimentos imprevisíveis, citando inúmeros exemplos de crises económicas passadas que poderão servir de base para as situações futuras. Dotar as instituições políticas e económicas de ferramentas e estratégias que permitam combater a instabilidade própria do sistema financeiro é o objectivo principal desta obra.

Tendo por base o princípio que o mercado económico por si só é um espaço invariavelmente frágil e vocacionado para o colapso, a preparação das estruturas de poder é essencial para minimizar os efeitos da crise. Através de um método intuitivo, alicerçado em exemplos históricos e nos modelos económicos, os autores chegaram à conclusão que o factor comum a todas as crises económicas era o défice orçamental das contas correntes, suportados por empréstimos estrangeiros.

Olhando para a crise actual, Roubini afirma que a causa desta recessão deve-se aos “ciclos de expansão e retracção” que definem o crescimento económico das economias contemporâneas. O modelo de crescimento vigorante é “baseado no consumo excessivo e falta de poupança. E agora esse modelo foi quebrado, porque se emprestou demais. O crescente facilitismo na obtenção de créditos permitiu sustentar, durante muito tempo, este modelo, mas agora o sistema entrou em ruptura e um novo modelo económico revela-se urgente.”

Na opinião de Dr. Doom, o crescimento sustentável só será possível “com investimentos calculados em infraestruturas para o futuro e reconstruindo o capital humano”, recorrendo a investimentos em recursos renováveis. Quebrar com hábitos de consumo e padrões pré-estabelecidos não será fácil, pois o modelo económico actual trouxe longos anos de prosperidade e crescimento, mas a poção mágica do crédito já não é viável e não pode continuar a sustentar um sistema efémero e frágil.

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