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Desporto

Para Glória da Pista

Quando ouvimos falar da Aston Martin pensamos em luxo e estilo inglês, em James Bond, no Mónaco, em estradas cheias de curvas, em mulheres exóticas e em Martini’s (shaken not stirred). Tudo isto é verdade. Um Aston Martin assenta nesta ideia que nem um fato feito à medida. Porém e se não fosse só isto? E se houvesse um Aston Martin exclusivamente para uso em pista? Um carro que alie as linhas clássicas da Aston Martin com as linhas actuais da marca, com potência inesgotável e que fosse extremamente exclusivo. Apresento-vos o Aston Martin Vulcan.

Apresentado no Salão de Genebra de 2015, usa e abusa da fibra de carbono. Tanto o chassis, como a carroçaria são fabricados neste material. Sendo um carro exclusivamente para uso em pista, o interior é desprovido de luxos e também é construído em fibra de carbono, com os poucos vestígios de conforto a serem as bacquets forradas a alcântara e a ventilação. Nunca esquecendo que se trata de um carro de pista e com a segurança do condutor e do passageiro (confesso que o conceito de um lugar de passageiro num carro de pista me confunde, mas isso são detalhes), o Aston Martin Vulcan obedece a todas a regras de segurança da FIA. Há uma roll-cage integrada, cintos de segurança de 6-pontos e um kill-switch para o motor, entre outros sistemas de segurança.

Agora que já falamos do interior, vamos ao que interessa, o motor do Vulcan. Criado com o auxílio da Aston Martin Racing e tendo por base o bloco 7.3 que aparecia no Aston Martin One-77, surge um poderosíssimo bloco de 7 litros e mais de 800 cv de potência. Num carro para uso exclusivo em pista e que pesa 1350 kg. Impõe-se um momento de reflexão sobre a sanidade dos engenheiros da Aston Martin. Impõe-se também a pergunta, porquê? Assumo que a resposta seja algo do género “Porque não? Já temos o bloco ali montado e tudo”. A potência é transmitida às rodas traseiras via uma caixa de seis relações. Para poupar peso, os escapes são construídos em titânio e as saídas são laterais. Escapes esses que em descidas de caixa cospem 20 cm de chama.

Sendo um carro para uso em pista, é natural que a mecânica seja adequada a tal. O Aston Martin Vulcan tem tudo o que é preciso para se agarrar à pista como se não houvesse amanhã – travões em cerâmica, suspensão push-rod, pneus slick, anti roll-bars à frente e a atrás, etc. Incluída está também uma asa traseira, que é “só” um bocadinho mais larga que o carro e que fornece a downforce necessária para manter esta besta no chão.

Porém, tudo tem um lado triste. Serão construídos apenas 24 Aston Martin Vulcan, vendidos pela módica quantia de 2.3 milhões de euros. Antes de impostos. Isto em nome da exclusividade do modelo, que, garantiu a Aston Martin, será infinitamente personalizável em termos de cores. E, à semelhança de tantos outros carros deste género, não o vamos poder levar para casa. Não, não. A Aston Martin irá guarda-lo e levá-lo-á a qualquer ponto do planeta que o dono queira.

Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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