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Palácio de Versalhes: uma propriedade excepcional e imperdível

Considerado desde 1979 Património Mundial, o Palácio de Versalhes é reconhecido como uma das maiores conquistas da arte francesa do século XVII.

Considerado um dos maiores palácios do mundo (o que contribuiu para que muitas vezes servisse de inspiração), é repleto de história, luxo e números grandiosos. Possuí 2153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, e uma área de 800 hectares de parque. Recebe em média oito milhões de turistas por ano, o que faz dele um dos pontos turísticos mais visitados de França. É, também conhecido como símbolo da Monarquia Absolutista do rei Luís XIV (Rei Sol).

Breve História de como tudo começou…

Tudo começou em 1623, quando o rei Luís XIII decidiu construir um pequeno pavilhão de caça onde pudesse passar a noite. Entre 1631 e 1634 este pequeno pavilhão sofreu alterações e foi reconstruído. Estavam lançadas aquelas que foram as bases/alicerces do palácio que conhecemos atualmente.

O local já existia, mas foi no reinado de Luís XIV (que tal como o pai adorava o local) que ele aproveitou o pavilhão de caça, e todo o espaço verde que o rodeava, e partiu para a criação do palácio. Uma obra-prima à qual Luís XIV ficaria para sempre associado.

Devido à Revolução Francesa a corte deixou Versalhes em outrubro de 1789 com destino à capital francesa e nunca mais regressaria.

No início do século XX foi marcado pela Primeira Guerra Mundial, e Versalhes também sofreu durante este conflito. Vendo-se assim, obrigado a encerrar e a proteger as suas obras.

No final da Guerra o Palácio, voltou a ser o centro do mundo com a assinatura do Tratado de Versalhes em 1919. Todavia, durante o período que decorreu a guerra este sofreu falta de manutenção devido à escassez paralisante de dinheiro. O que contribuiu para que este ficasse com um aspecto velho e precisava urgentemente de intervenções.

A ajuda chegou, através do bilionário Jonh D. Rockefeller, que fez duas enormes doações ao palácio para que se procedesse à sua restauração.

Como forma de agradecimento à França pelo envolvimento na Guerra da Independência Americana, o bilionário inaugurou um costume de filantropia e mecenato que se tornou indispensável ao funcionamento do local.

O Palácio de Versalhes é uma propriedade excecional e imperdível. Com 60 mil obras de arte e uma área de 800 hectares ocupadas, pelo Palácio de Versalhes, os palácios Trianon, a aldeia da Maria Antonieta, jardins, fontes e lagos formam um cenário magnifico.   

Se pensarem em visitar o Palácio de Versalhes, aviso que exige organização e tempo.

Logo que começarem a planear a viagem comprem o bilhete online, porque permite que a entrada seja bem mais rápida e não percam tempo. Para desfrutarem de uma visita completa à propriedade vão precisar de um dia inteiro. Eu passei lá um dia inteiro e tenho consciência que não vi tudo. Podem percorrer tudo a pé, sentando-se para descansarem “aqui e ali” à sobra. Para os mais preguiçosos, existem outras possibilidades (pagas). Lá dentro há restaurantes, onde podem almoçar e algumas atividades que podem fazer. Como por exemplo, percorrer o lago num pequeno barco a remo (é uma experiência engraçada). A melhor época para visitar é na primavera e no verão, pois, as muitas fontes de água estão ligadas, (coisa que não acontece no outono e no inverno), o que reforça a beleza dos espaços. Aconselho a levarem roupa, calçado confortável e mesmo assim, acreditem que vão sair de lá exaustos… Ah, e esqueci-me, ao percorrerem os jardins do palácio em muitos dos locais podem também desfrutar de música clássica da época.

Como há muito mais que eu podia falar sobre o Palácio de Versalhes, mas dado que é impossível deixo algumas curiosidades, que para mim, foram alguns pontos altos da minha visita. Espero entusiasmar-vos, com este breve texto de Versalhes, e que se nunca o visitaram incentivar-vos a marcar viagem.

Algumas curiosidades sobre o Palácio de Versalhes…

  • A Sala dos Espelhos: é a sala mais famosa do Palácio. Foi construída pelo arquiteto Jules Hardouin – Mansart, e tem 73 metros de extensão. Homenageia o sucesso político, económico e artístico de França e possuí 357 espelhos. Foi, também nesta sala que se assinou o Tratado de Versalhes em 28 de junho de 1919.
  • A Sala de Hercules: no tecto deste sala, podemos contemplar uma belíssima pintura de François Lemoyne que representa a Apotese de Hércules. É uma obra impressionante criada com a técnica da marouflage. As cenas foram pintadas em tela e só depois colocadas no tecto. Lemoyne suicidou-se em 1737 devido à exaustão deste enorme projecto que demorou 4 anos a ser concluído.
  • Grande Trianon: é um dos pequenos palácios que compõem a propriedade. Foi encomendado por Luís XIV para fugir da árdua vida da corte e onde se encontrava com a Madame de Montespan, com quem mantinha um caso amoroso. Foi desenhado pelo arquitecto Jules Hardouin-Mansart e é fortemente influenciado pela arquitectura italiana.
  • O Monumento do Amor: situa-se numa ilha de um dos lagos e ergue-se no topo de uma plataforma circular com 7 degraus. Foi mandado construir por Maria Antonieta, ao arquitecto Richard Mique.
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