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Ovos e coelhos, será a Páscoa?

O tempo é um gigante que tem pressa e não quer parar. O mundo existe e nada o pode travar. Tempo é o que persiste sem noção bem segura, mas que faz sentido quando se mede a sua passagem. A Primavera está fresca e com ela chega a Páscoa, o renascer da vida que pulsa.

Páscoa, termo usado por muitos e que tem um significado especial. Esta palavra tem origem no latim, no grego e ainda no hebraico. Na verdade, tem um conteúdo curioso que cada religião aproveita para a festejar.

É uma festa móvel que se relaciona com o primeiro concílio de Niceia, em 325. Com esta reunião, coloca-se um ponto final nos diferentes calendários usados. Estabeleceu-se, assim, a data da Páscoa como sendo o primeiro domingo, depois da lua cheia após o início do Equinócio Vernal.

Como os Equinócios não são sempre na mesma data, esta celebração pode variar os dias entre 22 de março até 25 de Abril. Contudo os cristãos orientais baseiam os seus cálculos no calendário juliano, sendo que o dia 21 de Março corresponde a 3 de Abril no calendário gregoriano.

O que não se altera são os costumes e as práticas que lhe estão associados. As missas são essenciais, mas as trocas de presentes entre padrinhos e os seus afilhados, é o ponto alto. O padrinho ou a madrinha são aqueles que têm a responsabilidade acrescida de ajudar os pais dos afilhados na sua educação.

No mundo ocidental vulgarizou-se a troca de ovos de chocolate, que são uns símbolos poderosos. Uma só célula pode gerar um ser e tudo o que foi excluído nos dias de Quaresma, é agora consumido com outro prazer. O doce serve para fazer esquecer as restrições.

Os coelhos têm a capacidade de se reproduzirem com imensa facilidade, uma espécie de milagre que serve para juntar à celebração, ao renascer, à vida que se afoita a querer continuar. Para as crianças, nas suas cabeças pueris, os ovos são dádivas dos coelhos. Convém que se esclareça esse equívoco.

Para os hebraicos significa a libertação do povo de Israel, ou seja, a saída do Egipto em direcção à terra prometida. Uma herança religiosa que vai caindo em esquecimento profundo devido à globalização.

O cristianismo trouxe uma outra luz sobre a data, com a vida de Jesus Cristo a chegar ao fim através de uma traição. Aquele em quem ele confiava, Judas, é o delator que o conduz à morte.

Um homem pregado numa cruz, juntamente com outros dois, é uma imagem que se associa a este tempo. Contudo algo de extraordinário acontece e, ao terceiro dia, a sua vida é recuperada em esplendor.

Na verdade, a Páscoa, tenha ela a conotação que se entender, é o tempo de renascer, de celebrar a vida, de recomeçar com a luz que inunda os dias e com a vontade de terminar tudo o que se deseja. É uma festa de colher para depois se recolher os frutos do labor.

Celebrada de formas diferentes pelo mundo, os ovos de chocolate, os coelhos, a gastronomia, onde se inclui o cordeiro, resquício de práticas ancestrais, a caça aos ovos, que podem ser naturais, são tempos de alegria e de respirar após um Inverno que foi longo e afastou, de certa forma, o contacto humano.

Pesach, Pascha, Paskha ou Pesah, têm em comum a reunião dos que se amam e que encontram mais um motivo para se juntarem e celebrarem, do modo que entenderem, mais uma volta ao sol que agora será mais forte e mais longa. O calor solar nunca será igual ao calor humano.

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