+1 202 555 0180

Have a question, comment, or concern? Our dedicated team of experts is ready to hear and assist you. Reach us through our social media, phone, or live chat.

Onward (2020) – Crítica

Put it in O, for onward.

– Barley

Esta animação de 2020 conta a história de Ian (Tom Holland) e do seu irmão Barley (Chris Pratt), que partem juntos numa aventura para conseguir trazer de volta o pai de ambos e que Ian nunca chegou a conhecer. No entanto, graças a um feitiço preparado pelo pai ainda em vida, pode ter a oportunidade de estar com ele e conhecê-lo durante um dia inteiro.

Gostei bastante deste filme. É uma história que claramente, pela animação e pelos temas envolvidos, pode ser mais apelativo a crianças, mas que traz uma mensagem transversal de amor e da importância da família, trazendo pelo meio muitas gargalhadas, entretenimento e emoção, ou não fosse tudo isto que eu acabei de descrever um carimbo de um filme “Pixar/Disney”. Aconselho a todos os que gostam de ver um filme de aventura com uma qualidade acima da média, animação imaculada e todo o tipo de emoções que vão impactar tanto as crianças como os mais adultos.

* CUIDADO COM SPOILERS *

O filme começa por nos mostrar a vida de Ian no dia em que este faz 16 anos, e de como ele tem vários desejos e sonhos, ele faz constantemente pequenas listas de “To do” que acabam normalmente riscadas, nunca conseguido cumprir nenhuma com sucesso, aproveito aqui para dizer que a escolha de Tom Holland para este papel foi muito bem conseguida, a voz deste ator apresenta aquele balanço de fragilidade e de força essenciais para este papel. O irmão Barley está sempre mergulhado em jogos de aventura e onde os objetivos são descobrir pedras preciosas, e seguir mapas com vários obstáculos, e usar feitiços para contornar e superar esses obstáculos, tudo isto funciona como um “foreshadowing” (técnica de indiciar algo que vai acontecer mais à frente) para todo o filme, estes feitiços acabam por ser no fundo a alavanca para partirmos de aventura em aventura.

Os dois irmãos conseguem recuperar o pai logo no início do filme, mas só “parcialmente”, mais especificamente, recuperam o pai da cintura para baixo, isto foi uma decisão muito bem feita pelos criadores do filme porque permite que durante toda a aventura o pai esteja lá, mas ao mesmo tempo não pode comunicar , nem ouvir os filhos, fazendo com que toda a premissa do filme seja guiada por este desejo dos dois irmãos de “completarem” o pai e conseguirem voltar para eles. A dinâmica destas duas personagens principais é provavelmente a chave de todo o filme e é o que faz o filme vencer nos mais variados aspetos. As personagens de Manticore (Octavia Spencer) , Laurel (Julia Louis-Dreyfus) e Colt (Mel Rodriguez) são bons suportes a esta história principal e acabam por trazer humor à trama nas suas participações.

Como aspetos favoritos menciono de novo a dinâmica dos irmãos, e gostei especialmente da evolução de Ian que passa de uma pessoa que mal sabe usar um feitiço para conseguir usar vários feitiços de forma sucessiva e com combinações diferentes para atingir os seus objetivos e isto é tudo conseguido de uma forma gradual, nós vemos Ian a tentar várias vezes sem sucesso e várias vezes com muita dificuldade e são estas cenas que podem até parecer repetitivas que acabam por dar um outro peso a quando ele no final consegue fazer tudo o que faz . Gostei bastante do final, é um final emotivo e não é de todo previsível até porque o objetivo de todo o filme parece ser Ian conseguir falar com o pai, e isso acaba por não acontecer, mas consegue ser satisfatório por estranho que possa parecer.

Como aspetos negativos não há aqui muito a apontar, acho que a premissa não é muito original e tirando o final mesmo a história vai sendo algo previsível a cada passo, acho também que havia espaço para números musicais o que sendo um filme de animação infantil caberia bem e podia ainda aumentar o nível de emoção do filme. Mas é um bom filme, um dos melhores de animação dos últimos anos com boas interpretações, comédia, drama, emoção e o principal ingrediente: aventura.

Nota: este artigo está escrito com o atual Acordo Ortográfico
Share this article
Shareable URL
Prev Post

O marido estava cheio de silêncio

Next Post

Quem és tu, Brandon Flowers?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Read next

CHARLIE

Não podia ser de outra forma. O assunto triste da semana abafa todos os outros, por uns minutos, horas, dias…

7ª ARTE APOCALÍPTICA

A ideia de “Apocalipse” derivou de narrativas mitológicas da criação na antiga Pérsia que foram, posteriormente,…

Truques de bruxa

Fazes questão de beber dos copos que ainda têm os meus lábios lá colados. Em noites antigas mordias-me num…

O Memorial do Convento

Este livro é de leitura obrigatória no 12º ano de escolaridade, o que leva logo a uma forte recusa do público…