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O sabichão

Foi a 13 de Maio (não, não foi na Cova da Iria) que foi anunciada a existência de uma bolha, citado, então, por sua excelência, Mariana Silva, respeitante há existência de adeptos na final da Liga dos Campeões, na cidade invicta.

Um planeamento eficaz e garantidamente seguro, mas, algo correu mal. A tal bolha seria similar às bolhas de sabão que eu faço com o meu filho e que num sopro mais forte ou com a quantidade mal doseada entre água e detergente tudo corre mal e um tipo, eu, neste caso, teima em soprar e tudo a rebentar sem um pingo de qualidade.

Já foi provado, mais que uma vez, a ausência de responsabilidade por parte do comum mortal, aquando da existência de ajuntamentos. Onde se pensa que o mal acontece só aos outros e que mais um ou menos um pouco importa. Onde, após acontecimentos deste género, a critica ao governo e a quem tem o dever de regulamentar, prevenir e combater sobe de tom.

Aparecem profissionais de diversas qualidades, mas todos provenientes da bancada, tais como policias, legisladores, médicos e governantes. Dou por mim a refletir que o típico tuga mais parece ser um canivete suíço, pois não há problema que não seja resolvido, na sua modéstia opinião.

Podem haver regras, coimas e tudo mais, onde se na realidade o bom senso e a consciência não existirem, não me parece que corra bem.

É proibida a circulação na via pública sem justificação e, se, após detetada, é aplicada uma coima, está mal! “Fui só ali cinco minutos para fazer a volta higiénica!”

É “apanhado” sem máscara, está mal, porque “isto dificulta a respiração de um tipo”.

É denunciada uma festa ilegal, está mal, porque “estamos só a conviver e a distância social esta garantida”.

A vinda dos adeptos ingleses é só a título de exemplo, pois, na realidade, acontecimentos sem um pingo de vergonha, peço desculpa, sem um pingo de consciência acontecem de forma reiterada.

Afinal de contas, o que estaria bem e como seria eficaz para o profissional de bancada?

A situação epidemiológica trouxe muita sabedoria de estufa, onde, além de se pedir demissões e esclarecimentos, todos querem ter a verdade do seu lado e como diz o outro: “em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”.

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