SociedadeSociedade

O que faz uma boa sociedade?

A pergunta tem tanto de simples como de complicada. Quando se julgava que a tecnologia vinha mudar para melhor uma sociedade, eis que trouxe tanto de “melhor” e a mesma quantidade de frieza. Quando se acreditou que uma certa tecnologia iria unir uma sociedade, eis que a aproximou realmente, deixando um rasto frio em tudo o que transporta rapidez.

A minha verdadeira opinião sobre este “boom” de tecnologia, sobre a forma como a usamos de maneira a deixar tudo mais fácil e mais gelado, já todos sabem. 

Acredito que o segredo para tornar uma sociedade próspera está nas relações. O oposto daquilo que nos oferece a tecnologia. Não falo daquelas relações amorosas, dessas que nem me atrevo a especular, deixo isso para quem tem muito mais para exprimir, tem muito mais para sentir. Pois essas relações aí não vêm com um fio de ligação que conduz à plena felicidade, vêm com um novelo embaraçado, em que todos os dias se trabalha, em conjunto, para poder ter um pouco de fio liso acalmando a alma. 

Falo de relações, daquelas simples que muitos complicam, entre as pessoas. Quero acreditar que o segredo se encontra aqui, que a chave para o sucesso pode estar aqui. Na forma como vemos o outro, que nos relacionamos com o outro, do tanto ou tão pouco que damos de nós, do nosso coração, do nosso trabalho, da nossa humildade. 

Em todos os contextos de uma sociedade o mais relevante será a humildade que cada membro carrega consigo. Essa forma de ser ou não ser, fará a diferença de relações de produtividade e de consequente prosperidade. 

Uma sociedade não podará ser adjectivada de prospera só pelo facto de ser olhada ou mostrar uma boa produtividade, uma sociedade próspera tem que depender de outros factores tão ou mais relevantes que esse. 

Indo de encontro com esta minha ideia procurei saber qual o país mais feliz do mundo, consultando o ranking da ONU sobre isso. Estranhamente chegou-se à conclusão que os níveis de felicidade do mundo estão a diminuir. 

Este estudo leva em consideração factores tais como: riqueza económica, expectativa de vida, liberdade para fazer escolhas de vida, apoio social e níveis de corrupção governamental. Chegou se à conclusão de que os níveis de felicidade e satisfação com a vida em termos de riqueza económica não é de todo suficiente. 

Acreditam que a erosão de felicidade em certos países estará relacionada com a pouca ou má relação que existe entre as pessoas. Por outro lado, alguns países, onde está incluído Portugal, mostraram um aumento de participação em acções de solidariedade e de voluntariado, o que acreditam ter contribuído para as pessoas se sentirem mais felizes. 

E é exactamente nisso que falo! O dar, o ajudar, o perceber que existe outro aqui bem ao lado. Que sente, como nos, que sonha como nos, que luta, como nos e que acima de tudo é alguém. A capacidade que tens de ajudar quem não te trará benefício direto algum, diz tanto de ti e faz com que fiques cheio de tanto. 

Pessoas assim, que se sentem felizes com o bem, que têm este espírito leve, pessoas assim fazem uma sociedade prosperar, pessoas que se dão em tudo o que fazem, que deixam um pouco de si ao outro, ao trabalho que elaboram, que se ralam em ouvir a resposta ao “está tudo bem!?” , essas elas fazem uma sociedade plena .

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Back to top button
Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker
%d bloggers like this: