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Portugal

O Presidente que se segue

Em Janeiro de 2021, Portugal será chamado a eleger o seu Presidente da República. O próximo presidente, repetente ou não, irá ver-se a braços com uma das maiores crises económicas dos últimos anos.

O cenário de pandemia mundial reduziu a valores quase nulos uma das actividades geradora de maior receita em Portugal: o turismo. Fragilizou ainda mais o serviço nacional de saúde. Deixou a descoberto uma economia altamente dependente de serviços. E deitou por terra qualquer esperança, que começava a surgir, de crescimento económico.

Em 2016, o professor Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República Portuguesa com 52% dos votos. Nos últimos 4 anos, Marcelo tirou selfies, distribuiu beijinhos, quebrou protocolos para desespero do seu corpo de segurança e ganhou o título de presidente dos afectos de todos os portugueses, mesmo dos que não votaram nele. Serão os afectos suficientes para lidar com a crise económica que se instala graças à pandemia COVID-19?  Ou os beijinhos não serão a cura para a ferida pandémica?

Na conjuntura actual, a sociedade portuguesa descobriu necessidades e fragilidades que até então desconhecia ou fazia por ignorar. As exigências viraram-se para uma sociedade mais verde, mais responsável socialmente e mais centrada na família. É neste cenário que o próximo presidente vai ser chamado a actuar.

Por um lado, deve ter um papel de cooperação com o executivo no sentido de minimizar os efeitos negativos da crise económica, por outro lado, deve adoptar uma postura pró-activa, tendo em vista o equilíbrio e a paz social. É na gestão desta dinâmica que a próxima presidência deve trabalhar.

Os tempos são incertos, a própria União Europeia tem dificuldade em fazer face à profunda recessão económica, devido ao surto COVID-19. Também nesta frente, existem desafios para o próximo Presidente da República.

Independentemente do candidato que saia vencedor das próximas eleições, seja qual for a sua cor política e os apoios na sua retaguarda, o seu papel não será invejável. Portugal irá necessitar de um líder presidencial sensato que consiga lidar com habilidade e tranquilidade com as inúmeras variáveis que o mundo actual apresenta. Resta-nos esperar que tenha engenho e habilidade suficiente para nos acompanhar até bom porto.

Rita Ramos

Escrevermos sobre nós próprios, no sentido de nos darmos a conhecer a quem nos lê, acaba sempre por ser ingrato. Somos um nome? Uma idade? Uma formação académica? Eu quero acreditar que somos tudo o que vivemos, que somos tudo o que nos rodeia e que absorvemos, que somos quem amamos, que somos os livros que lemos e as viagens que fazemos. Somos um conjunto de tudo e de nada. Quanto a mim, sou a Rita, tenho 37 anos, sou licenciada em Relações Internacionais, sou casada, sou filha e mãe, e as palavras têm sido a minha maior companhia ao longo da vida.

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