Negócios

Não estou a ser preguiçoso, estou a trabalhar

Segundo o dicionário oficial de Língua Portuguesa, “trabalho” poderá ser definido como “um conjunto de actividades realizadas, é o esforço feito por indivíduos, com o objectivo de atingir uma meta”. No entanto, para uns o esforço… é o de inventar novas maneiras de não fazer nada.

Engane-se quem pensa que ser preguiçoso é a pior coisa de sempre. Estudos da Universidade de Oxford comprovam que os alunos mais frequentemente rotulados como “preguiçosos” são os mais criativos. E o raciocínio é bem fácil de entender: se queremos acabar mais rápido e descansar, temos de encontrar uma forma nova de o fazer!

Carreiras excepcionais começam, então, não porque há um sonho em fazer mais e melhor (ao contrário do senso comum), mas porque se quer fazer menos e o mais rápido possível. Desta forma, não estamos a falar de empregados mais produtivos, mas de chefes bem mais criativos e… assertivos.

Erich von Manstein, um dos principais estrategistas militares de Hitler, descreveu Kurt Gebhard Adolf Philipp Freiherr vom Hammerstein-Equord, o ex-comandante chefe da Reichswehr como “provavelmente uma das pessoas mais inteligentes que eu já conheci”. Os dois homens são amplamente creditados com a seguinte citação que chega ao cerne da questão: “Eu divido os meus oficiais em 4 grupos. Há oficiais inteligentes, diligentes, estúpidos e preguiçosos. Normalmente duas características são combinadas. Alguns são inteligentes e diligentes – o seu lugar é o staff. O próximo lote é estúpido e preguiçoso – que compõe 90% de todos os exércitos e são adequados para as tarefas de rotina. Qualquer um que é, ao mesmo tempo inteligente e preguiçoso, é qualificado para as funções mais altas de liderança, porque possuem a clareza intelectual e a compostura necessária para as decisões difíceis. Deve-se só tomar cuidado com o estúpido e diligente – a ele não deve ser confiada nenhuma responsabilidade, porque ele vai causar sempre problemas.”

E por que é que os inteligentes e preguiçosos são os mais eficientes? Porque não estão preocupados com reuniões que nos sugam o tempo ou debates que não nos servirão ao objectivo principal. Eles querem perder pouco tempo, tomando a decisão certa.

Será que agora já olham de modo diferente para a preguiça?

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Raquel Costa Soares

Advogada estagiária. Licenciada em Direito pela Universidade do Minho. Prestes a concluir o mestrado em Direito do Trabalho, pela Universidade Católica Portuguesa.

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