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Mulher no cinema tem de ser bonita e gostosa!

Corpo escultural, sapatos e vestido vermelho a condizer com a cor de cabelo. Quando ela canta os homens param para ouvir, mas principalmente para ver e apreciar. Jessica Rabbit sabe como chamar à atenção e todos os traços, contornos e curvas que o seu criador lhe conferiu a transformaram numa personagem icónica. Ela é bonita, sensual e não tem vergonha disso! Como tantas outras personagens femininas, Jessica Rabbit personifica a imagem de que uma mulher deve ser reconhecida como tal, pela sua beleza, fragilidade e traços femininos.

Seja retratada como uma personagem frágil, sentimental dedicada à família – a representação mais popular da mulher – ou com um perfil mais independente, personificando mulheres bem-sucedidas, uma característica é transversal a todas estas personagens: o conceito de beleza e sensualidade. O culto da beleza, da imagem está presente nas diversas imagens, definindo como padrão uma mulher magra e sempre sensual, independentemente da idade.

No cinema e na indústria das séries televisivas é comum assistirmos a séries, ou filmes protagonizados por actrizes na faixa etária dos 40 a 50 anos que estão no auge da sua forma física, como no caso da série Donas de Casas Desesperadas. Às mulheres nesta idade são exigidos certos atributos e características para não serem ultrapassadas pelas jovens promessas actrizes com tudo no lugar. Para manter a jovialidade, as actrizes desdobram-se em rotinas de exercícios físicos, dietas mirabolantes e os melhores tratamentos estéticos que se enquadrem nos padrões de beleza exigidos no mundo artístico.

Este conceito de beleza feminina, que domina o mundo artístico, acaba por ser transferido para a sociedade estabelecendo a representação social da mulher mediante certos requisitos. A popularização da imagem da mulher magra, bonita e sensual, alimentada pelos ícones e ídolos que cada um define para si, contribuíram para que a indústria da estética e cirurgia plástica se tornasse numas das mais importantes e lucrativas dos nossos tempos. Ser uma Marilyn Monroe ou uma Megan Fox, hoje em dia, está à distância de um bisturi e milhares de euros, dólares ou reais.

As excepções a este “tipo de mulher”, geralmente, apenas surgem quando se interpreta uma personagem biográfica. Aí a realidade não pode ser mascarada e o retrato tem de ser o mais fiel possível, dando o espaço e tempo no cinema à mulher real e não à visão desvirtuada e sensual que a sociedade estabeleceu. Papéis como o de Charlize Theron, no filme Monster, de 2003, em que a actriz sul-africana, conhecida pela sua beleza, interpreta Aileen Wuornos, uma ex-prostituta que foi condenada à pena de morte, pela morte de sete homens, desconstroem a noção de que a mulher no cinema tem de ser bonita e gostosa.

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