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Medusa – sacerdotisa, decoradora e arma

Poséidon, Deus dos Mares, era um toiro insaciável! E tudo o que vai acontecer começa com uma sunga demasiado justa que impediu a circulação sanguínea, e consequente oxigenação do cérebro de alguém que era tio de uma Deusa 50% MILF, 50% sedenta de poder e 100% maquiavélica.

Na rebentação, arrefecendo os delicados pezinhos na espuma da manhã, Medusa era toda seios arrebitados, cabelos a escorrer maresia e pele arrepiada de sal.

Filha de duas divindades marítimas, Medusa tinha mais duas irmãs que lhe ficavam bem atrás em formosura. De entre as três, era a única visível aos olhos dos humanos, o que mais tarde, se relevaria fatal… para os humanos, óbvio!

De volta à história: Poséidon, que por ordens médicas e éticas deixara de ser piscívoro, voltara as atenções para a carne e as suas tentações. E que tentação, esta!

“Isso é o seu tridente, ou está contente por me ver?” – era uma espirituosa e bem brejeira pergunta que Medusa podia ter feito, mas como era acanhada, não ousou.

O Deus dos Mares, sem pedir licença, sem pagar um copo, sem sequer puxar de uma cadeira, transmuda-se (como o Maui da Vaiana) num vigoroso pássaro e arrebata aquela visão da linha costeira. Leva-a, of all places, para o templo em honra à sua sobrinha Atena, no qual Medusa era virgem sacerdotisa e possui-a. Sacrilégio!

E má sorte para a Medusa que tinha ido a banhos por ter calor nas extremidades e agora se via a braços com a fúria da deusa traída e ainda por cima com os recursos daquela!

Atena era implacável e como tanta mulher despeitada, vira as atenções não para o traidor, Poséidon, mas para o objeto da luxúria! Afinal a contenda com o tio era anterior a este incidente. Ambos disputavam o domínio sobre a região de Ática, que viria a ser governada por Atena e deveria à deusa a denominação “Atenas”.

E o despeito nasceu precisamente da profanação de um dos seus templos e a corrupção de uma das puras sacerdotisas. Atena acredita que o que acontecera fora consensual!

Pobre Medusa… que vê os fios dos seus belos cabelos transformados em venenosas serpentes e os dentes invejavelmente alinhados e branqueados em presas enormes e retorcidas como as de um javali. A língua rasgada e agora vibrátil. Um olhar penetrante e medonho, de convulsões terríficas.

Medusa é desterrada para o covil, na extremidade do mundo, no limite para o Reino dos Mortos. Condenada a ali permanecer, a grotesca criatura toma por passatempo atrair presas humanas e dar largas ao gosto pela Arquitetura Paisagista. Era seu desejo secreto transformar o covil num pátio repleto de estátuas, mas com a crise da matéria prima e os preços absurdos do metro cúbico, optou pela saída mais económica e circular. Se o seu olhar grotesco era capaz de transformar homens em estátuas, assim seria!

Atraídos pelo desafio de derrotar o monstro indefetível milhares de homens, entre soldados, homens comuns, velhos e novos, humanos e semideuses afluem ao covil e tão depressa assomam para o confronto como perecem ao olhar intrépido de Medusa e dos seus serpenteantes cabelos.

Que bem se estava a compor o pátio de estátuas! Dependendo do humor do dia, Medusa ora deixava que se fossem aproximando à distância de uma lâmina no seu pescoço, ora sem paciência os fulminava logo à entrada do covil!

Um dos corajosos dava pelo nome de Perseu. Munido de Air Nike aladas em tom dourado, eleva-se sobre Medusa que dormia e às arrecuas precipita-se sobre ela tendo por única orientação o reflexo do monstro no espelho do escudo. Assim evita o olhar terrífico e mortal, agarra-a pelos cabelos e decepa-a. Daquele pescoço jorra sangue de dois lados: se por um lado é venenoso, pelo outro brota o antiveneno. Mais, a cabeça ainda que separada do corpo mantendo os olhos abertos continua a ser assassina o que a torna uma arma bastante apetecível e por isso é cuidadosamente guardado num saco.

Perseu sai vencedor e dono de poder bélico nunca antes visto… literalmente!

Medusa, a do olhar matador que inspirou Jason Momoa quando este encarnou o líder dos Dothraki.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico
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