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Meditar pelo bem que faz

Em 2020 faz dez anos que comecei a procurar outras formas de compreender a minha vida e a vida de um modo geral.

No ano de 2010 num pico imenso de stress e tensão, passei por alguns ataques de ansiedade ao ponto de ter de sair do metro a correr com falta de ar e a não conseguir dormir ou estar em espaços fechados sem abrir uma janela para entrar o ar. O pânico é a primeira sensação que chega, depois alguma desorientação, falta de ar, dores no peito e por ai fora basicamente, parece que estamos ou que vamos morrer a qualquer instante. Recordo-me de estar de frente para uma montra no Colombo e o coração começar a bater com tanta rapidez que parecia que me iria fulminar.

Por ser um pouco avessa a medicamentos e evitar ao máximo tomá-los, tive de procurar outras formas de aprender a lidar com a minha ansiedade. Neste processo encontrei a meditação como uma ferramenta para desacelerar o pensamento, relaxar o corpo e aprender uma nova forma de compreender melhor o meu corpo e as minhas emoções. Com a meditação aprendi a filtrar os meus pensamentos, a saber interpretar melhor os sinais do meu corpo e a relaxar para me acalmar em caso de SOS.

Nem sempre foi fácil meditar, no principio é muito complicado “desligar” o cérebro de toda a agitação que por lá vai. Como tudo na vida, com treino e persistência consegue-se. A minha recomendação para quem gostaria de começar ou experimentar a meditação, numa primeira fase, que a faça acompanhado numa meditação guiada em grupo. A parte de meditar sozinho é uma etapa que precisa de ainda mais treino, por isso, recomendo que comecem por aprender com quem sabe para compreenderem os passos: como se controla a postura, a respiração e o tipo de energia que se irá sentir.

Eu gosto muito de meditações em grupo porque tenho um guia que conduz a meditação e que me ajuda a encontrar um fio condutor a seguir e a manter-me focada no propósito da meditação. Outro aspeto que me agradada bastante nas meditações em grupo é a energia que se sente no grupo, quando nos juntamos num grupo com o mesmo objetivo isso sente-se e é muito forte.

O ter começado a fazer meditação guiada, em grupo ou mesmo sozinha tem sido um bálsamo anti-stress muito poderoso. Desde então, nunca mais voltei a ter nada que se assemelhe a ataques de pânico ou ansiedade. Esta é a minha fórmula para conseguir gerir melhor o stress do dia-a-dia e qualquer problema ou questão que me preocupe ou cause medo. Antes de avançar para uma solução ou meter mãos à obra, permito-me meditar, relaxar para pensar com clareza em tudo o que tenho pela frente.

A minha sugestão é: experimentem.

Photo by Matteo Di Iorio on Unsplash

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Sofia Cortez

Sofia Cortez (1978, Lisboa) marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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