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Little Things

Pequenos Vestígios

Com Denzel Washington, Rami Malek e Jared Leto, “Little Things” é uma trama de época com crime e suspense. Desperta a curiosidade, tinha tudo para estourar, mas a verdade é que não surpreende.

O filme, dirigido por John Lee Hancock (também responsável por The Blind Side, The Founder e Saving Mr. Banks), é bem trabalhado, tem um clima envolvente, luz bem desenhada, um trabalho de Caracterização e Produção de Arte impecáveis (fico aqui pensando o quão exaustivo deve ter sido, e merecem um prêmio pela caracterização de época), mas isso não é suficiente para conquistar o espectador.

Há uma tensão no ar e um suspense que não leva ao ápice, mas antes de continuar, vou fazer o nosso tradicional resumo da trama.

***RESUMO***

Nos anos 90, Deke (Denzel Washington) é um policial com talento para desvendar crimes, por atentar-se aos pequenos detalhes, e com uma tendência por quebrar regras. Trabalhou em Los Angeles mas foi transferido para uma cidade do interior da Califórnia. Um movimento do destino o leva a trabalhar com o detetive Baxter (Rami Malek) para encontrar um serial killer (Jared Leto) que está assombrando a capital do cinema. Mas seu passado acaba por tornar-se um problema no desenrolar do caso.

O filme começa bem, tem um clima soturno, uma perseguição, e aí você já está cheio de expectativas pelo que o futuro reserva… Mas para aí.

“Little Things” é daquelas histórias que você não se apega nem à trama, porque é superficial e não impacta, nem aos personagens, que não tem história para envolver o espectador.

Por ser um tema psicopata, você espera o quê? Crimes! Abordagem! Atuação do psicopata maluco! Mas NÃO ACONTECE (que desespero!). 

O longa só mostra 01 perseguição (a do início), 02 assassinatos em que as mulheres já aparecem mortas (sendo que uma delas é o fantasma que assombra o personagem do Denzel Washington), e 1 mulher desaparecida (que deixa no ar o que pode ter acontecido com ela).

Acho que houve uma tentativa de trabalhar o psicológico e a confusão mental no espectador, para você “ganhar” o inesperado, sabe? Mas de novo, ele NÃO ACONTECE.

Costumo assistir a filmes de suspense adivinhando quem é quem na trama (e costumo acertar), para depois acompanhar o desenrolar da história já ciente quem é mocinho, bandido e os que tem mentes deturpadas (muito tempo trabalhando com audiovisual faz isso com a pessoa, aprende que existe uma métrica, e vai analisando os personagens) para não ficar tomando sustos à toa.

Mas com Little Things, apesar de ter certeza de quem é quem, esperei um pouco mais de história, de informação para detalhar os personagens e ir mais fundo, algo que fizesse uma conexão a ponto de gerar o incômodo, o medo, o envolvimento para conseguir comprar a mensagem que o filme quer passar. Mas nada acontece. O filme é mesmo superficial e não da pra mergulhar nele por mais que aguce a curiosidade, porque ele não te leva ao ápice.

O texto é fraco, e fica difícil esperar grandes atuações dos grandes atores (***pausa aqui para aplaudir o Jared Leto que está irreconhecível como o psicopata que enlouquece o investigador).

Contudo, o fato é que eu não gostei e não indico (mas acho que você já entendeu isso), e fico aqui imaginando por que o Denzel topou fazer esse filme depois de ler o script… Mas ainda não encontrei uma resposta.

Nota: Este artigo foi escrito seguindo as regras do Português do Brasil

The Little Things

Argumento - 5%
Interpretação - 50%
Fotografia - 80%
Produção - 100%

59%

Deke é um policial com talento para desvendar crimes ao atentar-se aos detalhes.

Maria Carolina Mello

Acho sempre difícil falar sobre mim porque a descrição vem sempre como um "rótulo": sou filha, mãe, esposa, jornalista, produtora audiovisual, assessora de imprensa. Mas o meu eu verdadeiro, aquele cheio de inspirações, e que me permite sonhar e almejar vai muito além dos rótulos. Sou mulher, uma força cheia de expressões e com intensidade nos sentimentos e ações. Acho que o "eu" e a minha descrição, na verdade, só são possíveis de se conhecer quando convivemos, quando expomos nossas cicatrizes e a nossa história. Então, deixo aqui o meu rótulo, e um pouco do que sou nos textos, porque a escrita tem essa vantagem, ela sempre revela um pouco sobre nós.

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