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Liberdade ou libertinagem?

Eis o mote para o que quero expor ao leitor.

Como é do conhecimento geral e após o mundo ter sido marcado por regimes opressivos, diariamente se luta para alcançar uma maior liberdade de expressão, esta é a opinião da maioria das pessoas.

Não desfazendo a luta que dia após dia existe e todos os que já lutaram para que o objectivo da livre expressão fosse alcançado, partilho com o leitor a minha opinião.

Todos gostamos de nos expressar abertamente, gostamos de dizer o que pensamos, gostamos de ter voz. Porém, até que ponto isso é bom para nós?

Eis algumas expressões que todos, em algum momento da nossa vida, já usámos:

“Tudo pode ser dito. Todos nos podemos expressar como quisermos.”

“Lutamos para alcançar a liberdade expressiva, porque não a posso usar para o que bem me apetecer?”

“Quem é quem para dizer o que é certo ou errado na minha opinião?”

“É a minha opinião e eu tenho o direito de a expressar como, quando e onde quiser.”

E se eu for racista? Ou xenófobo? Ou pura e simplesmente não gostar de alguém ou de algo? E se eu odiar algo ou alguém? Como tenho liberdade de expressão posso dizer o que quiser sobre quem quer que seja ou o que quer que seja, ninguém me pode impedir, nem tem o direito de o fazer?

E é neste ponto que nos apercebemos, talvez tarde de mais, que a livre expressão não é sinónimo de “diarreia verbal”. E o respeito, onde está?

No meio de tanta opinião, esquecemo-nos dos outros, nada mais interessa do que fazer valer aquilo em que acreditamos, seja certo ou errado. Ninguém tem o direito a contrariar.

Onde está a humildade? Onde está a sabedoria? Onde está a mansidão?

Tudo isto é necessário para que possamos exprimir a nossa opinião!

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