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Japão, uma cultura que surpreende o mundo inteiro

O Japão está entre os quatro e únicos países que não foram colonizados pela Europa, a este pequeno grupo pertence também a Coreia, Tailândia e Libéria.

Os japoneses são vistos por todo o mundo como um exemplo de educação e organização a vários níveis. Limpeza, segurança, organização e pontualidade, como não há registo em outros países. Foi essencialmente a partir de 2014 que a cultura deste país passou a ser comentada e admirada pelos quatro cantos do mundo. Os comentários e artigos sobre a cultura japonesa foram nascendo um pouco por toda a parte nesse mesmo ano, após uma derrota, no jogo do Mundial, Copa do Mundo no Brasil. Isto aconteceu porque os Japoneses limparam todo o seu lixo do Estádio. Este hábito voltou-se a registar e a destacar em 2018 no Catar. Tornou-se evidente não só a sua educação como a sua ética, demonstrando assim até um fair play que não se conhece vindo de outros países.

Regra geral, os adeptos de um país que assistem ao seu país ser excluído de competições desta dimensão têm um comportamento por vezes grosseiro que evidencia a sua frustração. Ainda que isso não seja o correto, é o que se espera dentro do mundo de futebol, onde as pessoas estão habituadas a ver comportamentos mais agressivos e de total perda de compostura. Recentemente, devido às greves que vêm acontecer pela subida de preços a vários níveis, essencialmente dos combustíveis, voltou a ser notícia algo que aconteceu em 2018 no Japão. Algo que mais uma vez destacou o pensamento que coloca sempre como prioridade a comunidade, pois eles realizaram uma greve de transportes públicos, onde eles mantiveram o normal funcionamento dos transportes, mas não cobraram os bilhetes dos passageiros. Desta forma eles pensaram numa forma de atingir somente a empresa e não a população.

É também mundialmente conhecido os comportamentos dos alunos japoneses, que ajudam na limpeza das próprias salas, criando assim desde a infância o hábito de zelar pelo espaço que utilizam e dos materiais que estão nele. O hábito que adotamos por algum tempo no pós-pandemia, de utilizar uma máscara caso tivéssemos sintomas de gripe é algo constante no Japão. Muito antes do Covid, víamos japoneses a usar máscara, o pensamento no bem-estar do próximo é notório.

Existe claro, o outro lado da moeda, o Japão tem elevadas taxas de suicídio, isto porque as pessoas vivem para o trabalho, colocam sobre si mesmos uma pressão de competência profissional que resulta em altos níveis de depressão e pressão psicológica. São também o país da tecnologia, neste âmbito ficou conhecido o termo “fear of missing out” (FoMO), isso advém do vicio em estar sempre conectados à internet com os mais diversos aparelhos. O tipo de suicídio mais comum é atirar-se para as linhas de comboio. Há um estigma trazido de gerações de não reclamar seja do que for.

Podemos concluir que em muitos aspetos o Japão tem uma cultura fascinante, repleta de curiosidades, e nós, europeus, temos muito a aprender com eles no quesito ética. No entanto, os japoneses, também poderiam beneficiar de um toque de sentimentalismo europeu para se tornarem uma comunidade mais acolhida no que toca a não se sentir tão solitário e de maior suporte na sua saúde mental.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico
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