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Gostar por obrigação é a única opção?

Desde sempre o que se escuta é: “se é parente, tem que aceitar (?!) seu tio, seu primo, seu irmão… Trate de amar!” E quem avalia o mal que isso pode causar? Títulos familiares não podem significar a exigência do gostar. Para uma relação é preciso haver troca, cuidado, respeito e admiração. Seja família ou não. 

Quanto mais falamos sobre saúde mental, do autocuidado e da preservação emocional, mais também deve ser falado sobre pessoas tóxicas. Não é simples, no mérito de eu ser boa e você, má. Sem levar para o lado pessoal. É energia, para quem acredita. É sintonia. Se levarmos para o quesito espiritual, tudo tem um motivo, um porquê. Se “veio” família é para acertar alguma “condição” e para isso, é preciso crer na tal da evolução. Evoluir, todo mundo quer. Vai ver é mesmo essa a missão, mas qual o preço pagar, para isso concretizar? Não é só uma falta de simpatia por alguém, é além. É quando envolve o abuso psicológico, a agressão emocional. Pessoas pesadas precisam ser afastadas. Há de ser exposto e debatido. Não é de quilos que falo, é sobre o trato. Não ser tabu é um primeiro passo. Olha aí a tal culpa! Precisa mesmo ser falado. Inúmeras relações com pais narcisistas imperam por aí e são veladas dentro do próprio lar. Aonde isso vai chegar? Crianças hoje, adultos mal resolvidos amanhã. Gera um ciclo vicioso e alimenta geração em geração.

Nem falo dos parentes chatos, aquela tia que aperta bochecha ou do primo que faz as piadas fora de hora… Isso é só deixar levar, sou até capaz de aturar. Isso vai mais lá no fundo. É sério até dizer chega! Já basta! Precisamos nos livrar. Quem é capaz de nos libertar? Nós. É preciso dar o primeiro passo e aceitar que nenhuma relação tem que ter a base com medo ou invasão.  

Se o inimigo mora em casa, cabe a nós identificarmos se é benéfico ou não, está em contato com essa relação. A definição oficial de tóxica é: toda relação, familiar ou não, que envolve manipulação emocional e causa prejuízo à saúde física e mental. É tipo papo sobre vítima e vilão, igual novela na televisão. E nem é ficção.

Nas ruas, se você vê alguém maltratando um cão, sai logo em defesa do animal. Se vê uma mãe batendo numa criança, pode até achar normal. Agressão contra mulher, idoso e animal não passa sem alarde, mas a infantil arrisco até a dizer que é tolerada socialmente, é forma de educação. Mas esquece que a criança agredida hoje tende a se transformar no adulto agressor de amanhã. 

Conflito é diferente de relação tóxica. Conflito é simples, é incompatibilidade, falta de afinidade. Mas quando machuca, não é só. Vai mais fundo. Conflitos nascem de diferenças e somos todos diferentes uns dos outros. Fazem parte de qualquer relação, arrisco em afirmar que são até fundamentais para o amadurecimento, é da vida. Uma relação familiar começa a se tornar tóxica quando um oprime, subjuga, domina e objetifica o outro. Tóxico é aquele que nos mantem na condição de objeto, como peça do xadrez, sem um pingo de sensatez.  

Exemplo recente, com repercussão internacional, foi da cantora Britney Spears acusou o pai de roubá-la quando deveria administrar suas finanças. Em 2021, ela se viu livre da tutela legal dele, que por 13 anos, controlou tanto a vida quanto a carreira da filha. Desde então, os dois não se falam mais. O que mais ela viveu, que nem eu nem você podemos avaliar. Os danos, só eles, de dentro, podem analisar. 

Não escolhemos a família que temos. Mas, também, não precisamos aceitar o cenário destrutivo de uma família tóxica como destino. Se não der para “consertar”, culpa nem devemos carregar. Podemos nos proteger e seguir à diante, nos cercando de quem nos ama, nos cuida e zela. Com quem conviver, já devemos saber: Fuja do mau sem culpa. Preservação da mente e coração é a sua ÚNICA obrigação. 

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