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Eu ou o Chat GPT?

Depois de 20 anos trabalhando em empresas, eu agora desenvolvo jogos de tabuleiro, tanto para empresas quanto para pessoas físicas. Ao receber o tema para esse artigo, sobre substituirmos o contato humano pelo contato através da tecnologia (ou mais ou menos isso), eu decidi que faria desse artigo um jogo, e te convido a jogar comigo.

O jogo é simples, alguns parágrafos desse texto foram escritos por mim, alguns outros pelo Chat GPT, cabe a você descobrir quem escreveu qual parágrafo (os parágrafos do Chat GPT foram traduzidos do inglês por mim, junto com uma outra inteligência artificial).

Para facilitar, os parágrafos estão numerados e a resposta está no final, então sugiro que vocês decidam quem escreveu o que durante a leitura, vamos lá!

A tecnologia mudou fundamentalmente a forma como as pessoas se relacionam, alterando a forma como nos conectamos e nos comunicamos. Por um lado, a comunicação ficou mais instantânea e próxima, permitindo que pessoas, em diferentes locais, consigam se comunicar. Contudo, por outro lado, as facilidades que a tecnologia nos trouxe, fizeram com que as interações pessoais diminuíssem causando um aumento na sensação de solidão e isolamento. (1)

As plataformas de redes sociais tornaram-se um campo de batalha. Enquanto elas facilitam as conexões pessoais e o reencontro com amigos de longa data, elas também intensificam a disseminação de notícias falsas, tornando cada vez mais difícil distinguir entre o que é fato e o que não é. (2)

Ainda falando de redes sociais, uma nova dinâmica foi criada, no sentido de que é mais fácil acreditar em celebridades do que em cientistas. Celebridades, com as suas personas públicas detalhadamente pensadas e uma curadoria perfeita da sua presença online, parecem passar muita credibilidade. Suas opiniões carregam um valor muito maior do que a de especialistas. (3)

E não é difícil de entender porque tendemos a acreditar nas celebridades. O poder que elas têm de contar histórias através de vídeos, fotos e textos curtos milimetricamente pensados, é muito mais atrativo do que a leitura de um grande artigo de revista científica. (4)

E com o rápido desenvolvimento da inteligência artificial, fica cada vez mais difícil verificar a veracidade dos fatos. A quantidade de informação que recebemos é tão grande, que é impossível checar tudo, acabamos por acreditar em muitas coisas porque nos parecem verdadeiras, principalmente se estão de acordo com aquilo que acreditamos e, nós mesmos, passamos a disseminar aquela informação sem ter certeza de sua veracidade. (5)

Um caso bastante conhecido é o da australiana Belle Gibson, uma influencer de saúde e estilo de vida. Ela dizia ter curado seu câncer terminal através de terapias alternativas e um estilo de vida saudável, conseguindo milhares de seguidores e até mesmo criando um aplicativo de bem estar junto à Apple. No entanto, mais tarde, foi revelado que Belle Gibson nunca teve câncer e que havia enganado todos os seus seguidores e clientes. (6)

Levando em conta agora a entrada da inteligência artificial na produção de conteúdo, essa distinção vai ficar cada vez mais difícil. Além de posts, existem fotos, vídeos e todos os tipos de mídia produzidos pela IA que já estão circulando e que são mais reais do que a própria realidade. (7)

Diferenciar entre conteúdo gerado pela inteligência artificial e por humanos demanda uma abordagem mais profunda, que combina soluções tecnológicas com o discernimento crítico de cada um. Desenvolver algoritmos para a verificação de conteúdo e técnicas de marcas d´água são uma proteção contra conteúdos falsos. Além disso, incentivar a alfabetização digital é essencial. A educação terá um papel muito importante nesse processo. E a criação de políticas públicas e regulação do uso de inteligência artificial será primordial. (8)

Agora voltamos para mim, Dina, escrevendo.

Eu já havia utilizado inteligência artificial para fazer avatares, imagens engraçadinhas e até pegar dados estatísticos sobre alguns assuntos, mas nunca havia usado para escrever um artigo, e confesso que fiquei muito assustada.

Assustada, porque as respostas que eu recebi eram muito parecidas com aquilo que eu já estava pensando em escrever, ou eu assim imaginei. Depois fiquei pensando se eu não fui induzida a achar que aquilo era o que eu queria escrever, quando na verdade não era. Afinal, é assim que somos enganados nas redes sociais, quando somos levados a acreditar em algo que talvez não fosse exatamente o que pensávamos antes.

O próprio Chat GPT diz que é necessário regulamentar o uso da inteligência artificial, mas eu, aqui no meu mundinho, não consigo imaginar como isso pode funcionar. Quem vai criar as leis? Quem vai garantir que sejam cumpridas? Se até agora, depois de 15 anos, ainda não há uma regulamentação decente para Facebook, Instagram e Twitter, o que será da Inteligência Artificial?

Porém, o fato é que ela chegou para ficar e, como se diz por aí, “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. Não pretendo ser substituída pelo Chat GPT nesse site, afinal escrever é um dos meus maiores prazeres, mas consigo pensar em outras maneira de usar a IA artificial a meu favor, como essa imagem estilo desenho da Pixar, em que eu e um robô estamos lutando nas ruas de Lisboa, que eu criei para esse artigo.

E aqui a resposta do nosso jogo. Eu escrevi os parágrafos 4 e 7, todos os outros foi o Chat GPT.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Português do Brasil

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