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Crónicas

Espelho meu, espelho meu: existe alguém mais arrogante do que eu?

Há vários tipos de pessoas no Mundo. Algumas irritam-nos particularmente. No meu caso, irritam-me as pessoas arrogantes. E, dito isto, sei que corro o risco de me colocar numa posição arrogante, ao insinuar de algum modo que sou superior a estas pessoas. Não sou, mas não vos posso comprovar isso. Ou será que sou? De resto, há toda uma teoria à volta do que as outras pessoas nos fazem sentir. “Se algo que alguém me diz ou faz me incomoda, o problema está em mim”, dizem os gurus de hoje. Será mesmo assim? Deixo-vos cinco características das pessoas arrogantes.

As pessoas arrogantes não gostam de futebol

Bem, aqui devo fazer uma confissão: eu não gosto de futebol. A verdade é que eu não percebo nada de futebol, a ponto de não saber o que é um fora de jogo e, por isso, é praticamente impossível desfrutar de uma partida de futebol. Ainda assim, sou daquelas pessoas que vai a casa dos amigos com a desculpa de ver um jogo importante, enquanto todos se juntam em frente à televisão a beber cerveja e a comer tremoços. Alguns destes momentos fazem mesmo parte das memórias que guardo com mais carinho. A diferença entre esta atitude e a atitude das pessoas arrogantes é que estas têm a necessidade de gritar aos sete ventos que não gostam de futebol. Deus os livre de terem gostos semelhantes aos comuns mortais e de se misturarem com o povinho para ver alguém “a correr atrás de uma bola”. A explicação para este tipo de comportamentos poderá estar no facto de o futebol ser um desporto que gera multidões e, como é sabido, estas pessoas têm uma grande necessidade de se diferenciar dos restantes.

As pessoas arrogantes não gostam de filmes/séries convencionais

Estão a ver aquelas pessoas que se gabam de nunca terem visto um episódio de Game of Thrones? Pronto, é por aí. Mais uma vez, dou o meu exemplo: nunca vi um único episódio da série, pelo que não faço ideia se é boa ou se não o é. Já as pessoas arrogantes não veem porque se consideram demasiado importantes para perder tempo com coisas que toda a gente vê. Para elas, bom é ver um filme de um cineasta de renome em que há uma cena de uma folha caída a ser levada pelo vento durante meia hora. Cena esta, obviamente, cheia de significado.

As pessoas arrogantes dizem coisas como: “Eu deixei de visitar Barcelona em 1985, quando a cidade começou a ficar cheia de turistas”

Hoje em dia, e muito graças às companhias aéreas low cost, viajar tornou-se bastante acessível para todos. Como consequência, algumas cidades recebem milhares de turistas por dia: os preços locais aumentam, a circulação (mesmo pedestre) é um caos e há filas de espera gigantes para as maiores atrações turísticas. Eu senti muito isto quando estive em Barcelona e em Praga e devo dizer que não é agradável. Ainda assim, sinto-me grata por ter tido a oportunidade de visitar estas cidades, estando elas cheias de turistas ou não. Se tiveram a oportunidade de visitar estas cidades antes do boom turístico se dar, bom para vocês. Tenham apenas presente de que nem toda a gente tem as mesmas possibilidades e abstenham-se de comentários desagradáveis.

As pessoas arrogantes ficam chocadas quando alguém não sabe qual é a capital do Zimbabwe

E quem diz a capital do Zimbabwe, diz o PIB da Austrália ou o número de habitantes da Mongólia. Tratam-se de informações evidentes e que deveriam fazer parte da cultura geral de qualquer cidadão. Desde os seus cinco anos de idade. Não sabem? Shame on you!

As pessoas arrogantes corrigem os erros de português dos outros

E quem é que faz parte do grupo de maluquinhos que adora fazer isto? Eu! É verdade, eu sou aquele tipo de pessoa que tem vontade de espetar garfos nos olhos quando vê alguns erros de português. É inevitável! Ainda assim, admito que é uma atitude arrogante. Porque nem toda a gente tem a mesma formação, porque nem toda a gente tem a pretensão de escrever bem ou, simplesmente, porque estavam distraídos. Corrigir estas pessoas, principalmente em público, pode tornar-se embaraçoso para estes. Tenham cuidado com a forma como o fazem!

Boas leituras!

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Carla Sofia Maia

Olá! O meu nome é Carla, tenho 27 anos e nasci em Vila do Conde, uma pequena cidade no Norte de Portugal. Talvez por ter crescido numa cidade pequena, desde cedo tive o sonho de viajar pelo Mundo e conhecer outras pessoas e culturas. Aos 18 anos, mudei-me para Coimbra onde estudei Jornalismo e Comunicação. Ao longo dos meus estudos, tive a oportunidade de conhecer pessoas de todas as partes do Mundo, o que reforçou a minha vontade de ter uma experiência além-fronteiras. Foi em 2017 que conheci o Serviço Voluntário Europeu e tive a certeza de que era algo que fazia todo o sentido na minha vida: fazer voluntariado noutro país, tendo a oportunidade de aprender outra língua era algo que eu desejava. Actualmente estou a viver em Bordeaux, onde sou voluntária de uma instituição europeia e posso dizer que estou muito feliz por ter sido aceite neste projecto, em que sou embaixadora dos valores europeus. Escrever é uma paixão que vi reforçada com esta nova experiência, em que há tanto para contar. Boas leituras!

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