Bem-Estar

Entra… se vieres por bem!

Todos os dias surgem pessoas na nossa vida e nunca sabemos se chegam para ficar, se são meros figurantes de um momento só, ou se trazem consigo outras intenções.

Num primeiro impacto, guardamos a primeira impressão que a pessoa nos deixa. Não queremos dar ouvidos a terceiros. Talvez, porque queiramos dar a nós mesmos a possibilidade de descobrir quem é a pessoa na verdade. Talvez, porque a pessoa mereça a oportunidade de se mostrar no seu todo. Além disso, os “ouvidos”, por si só, nunca foram bons juízes.

Contudo, as pessoas têm o dom de se tornarem temporárias. Poucas são as que trazem o coração junto com elas. Poucas são as de verdade. E, quantas vezes, demoramos uma “vida inteira” para ver isso? Quantas chegam, apenas e só, com a clara intenção de tirar dividendos? De usar e abusar?

Não são assim tão raras, infelizmente! E se, num primeiro momento, somos “vítimas”, porque estamos de coração aberto e não conseguimos ler os sinais, depressa a responsabilidade de nos magoarem ou usarem passa a ser integralmente nossa. Ninguém consegue ser actor durante demasiado tempo. Ninguém consegue encenar um teatro sem deixar pistas da sua verdadeira essência. Compete-nos estar atentos e ver para além do óbvio.

Pessoas que aparecem na vida para nos “sugar”, fazem-no, porque, a dado momento, o permitimos. Porque é fulcral saber dizer não! Quando não estamos confortáveis para usar essa palavra, estamos a abrir um precedente para que os outros nos esmiúcem. É importante que consigamos ter a capacidade de dizer sempre aquilo que sentimos, para o bem e para o mal. Só essa transparência traz a clareza de pensamento que, tantas vezes, o outro lado precisa saber de que somos capazes.

As pessoas usam-nos pelas mais diversas razões. Porque são más, porque estão habituadas a ter dos outros exatamente aquilo que pretendem. Porque têm o coração do lado errado do peito. Porque, na sua maioria, estão tão rasgadas no seu íntimo, que só quando conseguem fazer o outro sentir-se da mesma forma ficam bem. Surpreendentemente, este tipo de gente tem a capacidade de perceber a medida exata das nossas fragilidades. É por aí que nos tomam o pulso. É por aí que nos usurpam a alma.

Depende de nós impor limites, independentemente do tipo de relação. Compete-nos limpar da nossa vida tudo o que não acrescenta. Não precisamos de provar nada a ninguém, a não ser a nós mesmos. Enquanto insistirmos em procurar aprovação de outrém, abrimos um caminho sem volta para que se aproveitem de nós. Porque ao fazê-lo, mesmo que inconscientemente, andamos em círculos em tentativas para agradar… E quando se agrada a todos, algo está mal.

Reciprocidade é o mote. Ficar onde nos querem bem. Deixar ir quem não sabe estar.

Helena Barbosa

Nascida em Braga,na metade da década de 80, no pico do calor. Encontrou na escrita, uma paixão para a vida...encontrou a terapia que lhe faltava! Tem um amor imenso por chocolate e uma obsessão pela cor amarela... que ninguém entende de onde vem! Apaixonada por flamenco e romances de fazer "chorar as pedras" da calçada. Quem a conhece bem sabe que ela é o riso e a gargalhada. Mãe de uma pérola pré-adolescente... que é só e apenas... a personificação do amor!

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