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Ensinamos os nossos filhos a alcançarem o que quiserem

Ensinamos os nossos filhos a alcançarem o que quiserem, regra geral. Mas será que lhes damos as ferramentas que serão as melhores para eles? Nem sempre, é o que eu acho, no entanto, a pergunta que se impõe é se os ensinamos a comunicar consigo mesmos e com os outros. Porque se não o conseguirem fazer de si para si, dificilmente o farão no meio envolvente.

Porque antes de conseguirem ser bons comunicadores e interagir com os outros em sua volta, há que ter conversas introspetivas, aprender a conhecer-se melhor, e isso também passa por conseguir falar consigo próprio, ou de si para si, como se costuma dizer. Aprender a ouvir-se, a conviver com os seus silêncios internos.

Será que os ensinamos a refletir sobre os seus dias, atividades, tarefas e atitudes? A aprender a falar consigo próprios/as e perceber ou procurar entender, as razões pelas quais teve esta ou aquela atitude face a determinada postura ou provocação que lhe foi feita?

Também se trata disto no processo de comunicação interna, perceber, ou pelo menos tentar entender os motivos, as nossas crenças, convicções, valores ou até “pontos de honra”. Temos tanto que dizer a nós próprios, e isso faria de nós tão melhores pessoas, mas é isso ensinado às nossas crianças? A saber estar sozinho, a apreciar o gosto da própria companhia?

Como podemos ensinar as crianças a comunicar, e a perceber os sinais nos outros neste processo de conhecimento e de comunicação? Sempre pelo exemplo, naturalmente, através do storytelling, a experiência é sempre uma ótima forma de passar informação, casos e ou situações que aconteceram e que podem ser um manual de aprendizagem que se guarda na memória.

A história de uma má experiência contada de forma construtiva pode ser todo um processo de ensinamento de como se comunica, porque o processo é dinâmico e as pessoas são todas diversas umas das outras, cada uma com a sua forma de ser e estar que o difere de cada um dos outros.

Muito conversa com a criança, alguma mais séria outras mais tontas e brincalhonas, outras apenas conversa de circunstância, mas a conversa é sempre um ótimo processo de melhoria da comunicação das nossas crianças, desligá-las das tecnologias e dos écrans em que vivem submergidos e falar, olhos nos olhos.

Se todo o processo do ensino da comunicação for bem feito, saberão também os nossos meninos e meninas comunicar as suas emoções, sem receios nem vergonha, falar apenas sobre o que sentem e gostam, sem mais nem porquês.

Saber comunicar é também saber mostrar ao mundo as nossas emoções, sem o filtro da censura do que os outros irão pensar ou que juízo de valor irão fazer sobre nós, afinal somos um pouco a marca que conseguimos deixar no outro. E se o processo de comunicação for bem conduzido e conseguido, tudo será mais fácil pra nós e para quem convive connosco, afinal na harmonia tudo é mais agradável e saber comunicar é naturalmente estar bem e saber fazer o outro sentir-se bem, naquele que é este caminho que nos conduz em diferentes sentidos, mas sempre na mesma direção, a Felicidade.

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