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E quando a viagem é apenas num livro?

Quem lê regularmente sabe que é possível viajar, só pela leitura de um bom livro, e tal facto acontece inúmeras vezes.

Ao lermos um livro do Gabriel Garcia Marquez ficamos com um desejo profundo de viajar pela Colômbia e pela América Latina. São tão marcantes as palavras, as personagens e a descrição dos locais que é quase impossível não ficarmos embebidos na harmonia daquelas paragens. As cores, os cheiros e os sons são quase tão reais como as palavras impressas. De um momento para o outro, somos filhos ou netos daqueles personagens!

Nos livros do Zafón fazemos parte da história e do universo literário de “O Cemitério dos Livros Esquecidos”, e tal como o Daniel Sempere sentimos a ligação aos livros e calcorreamos Barcelona de lés a lés! Alguns livros têm esta capacidade, não só de nos transportar para os locais da ação como para dentro do corpo dos personagens e integrar o enredo, como se fizéssemos parte dele. No fim, ficamos “órfãos” e abandonados pelo concluir da aventura.

Os autores da Beat Generation como: Jack Kerouac, William Seward Burroughs II, Henry Miller ou Charles Bukowski fazem-nos viver uma viagem no tempo. Quando entramos neste livros estamos automaticamente nos Estados Unidos nos finais de 1950: somos inconformados, rebeldes, poetas, políticos, filósofos, experimentalistas, anarquistas e existencialistas. Queremos uma sociedade mais livre e aberta e usamos e abusamos de substâncias químicas ou naturais que permitam expandir a mente!

E depois temos os livros com pequenos apontamentos de magia que nos transportam para lá do sonho como: “As brumas de Avalon” ou o “Kafka à beira mar”. As perfeita conjugação de palavras, num contexto que prende a atenção elevamos para fora de nós próprios. Somos viajantes em todos os livros, somos curiosos com o folhear das páginas e descobrimos que dentro do mundo tempo vários mundos, onde podemos saltitar de destino em destino.

Só pela leitura de um livro é que conseguimos este feito.

Foto de Blaz Photo na Unsplash

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