+1 202 555 0180

Have a question, comment, or concern? Our dedicated team of experts is ready to hear and assist you. Reach us through our social media, phone, or live chat.

Driving Miss Daisy

Amizade no mais puro mel. Uma relação difícil, mas Certeira. Sapiência e persistência levam à conclusão que se deseja. Miss Daisy, senhora muito abastada e independente, vê-se forçada a ter quem a conduza após ter tido um pequeno incidente. Contrariada, não quer aceitar a decisão do filho.

Antiga professora primária, habituada a não ter de dar satisfação a ninguém. muda de sistema de vida e, apesar de não gostar de início, retira todos os juros da situação. O sul ainda separa as pessoas pela cor da pele, sendo que a mentalidade vai mudando com uma exagerada calma. Miss Daisy, de trato bem complicado, não verga perante nada nem mesmo em temas de sentimentos.

Depois da morte de Idella, a governanta que a aturava desde sempre, em 1962, em vez de contratar uma nova funcionária, decide cuidar da sua casa e pedir a Hoke, o multipaciente motorista, que cozinhe e conduza. E é aqui que o laço se vai estreitar. Entre os dois nasce uma relação de amizade tão bela quanto o dia que nasce em pleno.

Durante anos, trata o motorista com frieza, mas é nele que deposita a maior confiança. Uma judia que abre os olhos para a modernidade com contornos muito assustadores. Uma deliciosa troca de saberes e de dores que une os dois protagonistas. Aliás, a tela é deles e usam-na com mestria. Além de ser uma ode às relações humanas, é uma crónica de costumes muito tocante.

O filme explora o racismo contra os afro-americanos e aborda o anti-semitismo no sul. Dois tipos diferentes de preconceitos que Miss Daisy vai finalmente entender depois da sua sinagoga ter sofrido um ataque à bomba. Toma então consciência de que também é vítima de preconceito. Uma lucidez que a deixa chocada.

O amor tem tantas formas e a amizade não pode ser roubada. Não se interessa por cores. Quem semeia com graciosidade, colhe com sinceridade. Que interpretações majestosas e tão intensas! Morgan Freeman e Jessica Tandy, uns doces monstros da tela, são geniais.

Share this article
Shareable URL
Prev Post

Quando for grande quero ser…

Next Post

Do geral para o particular?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Read next

Balada Acesa

Tínhamos acabado de beber cevada em copos, mãos cheias deles, num daqueles bares que me pareceu fazê-lo…

Babadook

Posso começar por dizer que nada em Babadook é convencional. Assim, se vêm à procura de um filme de terror que…

Lisete, nome de guerra

Largo do Corpo Santo. Uma mulher, vestida de escuro, encostada a uma porta, de pé bem firme na mesma e joelho…